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Freescale investe US$ 1,8 milhão em centro de design de chips no Brasil

A Freescale, empresa desenvolvedora de semicondutores que em
setembro do ano passado foi comprada por um consórcio de fundos de
private equity, investiu US$ 1,8 milhão para implantar o Centro
Brasileiro de Tecnologia em Semicondutores, no condomínio empresarial
tecnológico “Techno Park”, em Campinas (SP).

No local, a companhia norte-americana pretende desenvolver projetos para
áreas de microcontroladores (MCU), memória embarcada e chips analógicos
para os mercados automotivo, de consumo e de aplicações industriais.

A Freescale atua no mercado brasileiro há cerca de 40 anos, mas como
uma divisão da Motorola. Em 2004, ela ganhou status de companhia independente e se separou da empresa-mãe, apesar de ter mantido para si
a divisão de projetos de chips e microcontroladores que a Motorola
tinha em Jaguariúna (SP).

Segundo informações da própria Freescale, ela amplia seu quadro de
pessoal no Brasil em 25% ao ano desde 1998. Atualmente, são 160 pessoas
somente na área de projetos, além da equipe de vendas e de aplicações.

Além do centro de design, a companhia mantém parcerias com diversas
universidades e institutos no País, em São Paulo (SP), Campinas (SP),
Salvador (BA), Recife (PE), Manaus (AM) e Eldorado (MT). Ela também atua como
parceira do Ceitec (Centro de Excelência em Tecnologia Eletrônica
Avançada), de Porto Alegre (RS), no desenvolvimento e na difusão de
tecnologia embarcada.

O setor responsável pela maior parte das vendas da Freescale é o
automotivo, que representa cerca de 85% de sua receita total. Outros
mercado importantes para a companhia são telecomunicações, segurança
eletrônica e redes/networking.

Com o centro em Campinas, a Freescale unifica as áreas de vendas e
projetos em um mesmo local. Este, segundo ela, é um dos 40 centros que
a companhia tem em regiões-chave peo mundo.

De acordo com a empresa, na década passada, a equipe brasileira
entregou mais de 70 projetos avançados em design de silício,
depositando mais de 30 patentes. As contribuições incluem
microcontroladores baseados em flash de 8 bits, uma unidade
temporizadora, gerenciadores de energia para circuitos wireless e
aplicações de networking.

O consórcio de fundos liderado pela companhia The Blackstone Group,
que tem também a participação dos fundos The Carlyle Group, Permira
Funds e Texas Pacific Group, incorporou a Freescale em uma troca de
ações avaliada na época em 17,6 bilhões de dólares. Segundo a empresa,
entretanto, nada mudou em sua operação, inclusive na brasileira. Em
2006, a companhia registrou vendas da ordem de 6,4 bilhões de dólares.

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