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Estresse: o mal que assombra profissionais de TI

Tão comum entre profissionais de tecnogia da informação, o estresse não está sendo encarado como deveria pelas companhias. Segundo sugere um novo estudo canadense, as empresas deveriam investir mais em programas específicos de assistência a funcionários de TI, já que muitas vezes esse é um problema difícil de ser gerenciado sem ajuda profissional.

A pesquisa foi conduzida por um grupo da Universidade Richard Ivey School of Business, da região canadense de Ontario e não envolveu uma grande amostra: apenas 14 pessoas. No entanto, foram entrevistas profundas que resultaram em mais de 100 páginas de transcrições.

Segundo a professora  Nicole Haggerty, as entrevistas buscaram analisar o tipo de carga de trabalho, a quantidade de aprendizado e os mecanismos de confronto que esses profissionais chegavam a utilizar para encarar frustrações ou decepções.

Os pesquisadores descobriram que os profissionais de TI mais bem sucedidos utilizaram uma combinação de estratégias focadas em resolução de problemas e confronto de emoções. Gerenciar problemas tem a ver diretamente com pensar em ações específicas para solucionar as questões, enquanto confrontar emoções envolve buscar distração, relaxamento ou suporte social. Segundo Haggerty, para profissionais de TI gerenciar as emoções é um tanto mais difícil.

“Profissionais técnicos são muito bons enquanto trabalham com seus pares. Existem simpatias natas. Todos compartilham daquele momento”, diz. “No entanto, buscar suporte social fora desse grupo é difícil”, assinala.

Nesse contexto, resgatar esse lado emocional e lidar com o estresse pode ser algo difícil para os profissionais de TI realizarem por conta própria. A especialista afirma que espera ver, em breve, mais empresas oferecendo programas ou treinamentos capazes de dar aos gerentes de TI recursos para lidar com seu estresse.

Origem da pesquisa

O projeto de estudo teve origem no trabalho de Hsing-Yi Tsai, estudante de doutorado da universidade e que anteriormente trabalhou no departamento de tecnologia de uma empresa norte-americana. A base de sua formação está em sistemas de gerenciamento de informação.

“De alguma forma eu sempre estive cercada pelo pessoal de TI na minha experiência anterior (ao doutorado). Acredito que é por isso que estou pessoalmente interessada no assunto. Escrever alguma coisa sobre isso é uma maneira de cuidar deles”, comenta.

A pesquisa também recomenda que as companhias olhem para o otimismo como um traço de personalidade principal no momento de recrutar funcionários de TI que demandam atualizações em tecnologia intensas e constantes. Isso porque muitos deles não lidam bem com tais situações.

“Em tecnologia, a curva de aprendizado pode ser destruidora de competências. Em vez de ampliar, os profissionais acabam mantendo o mesmo nível de habilidades. Isso eleva a quantidade de estresse”, destaca.

Série de Reportagens: Carreira em 2012
> Carreira 2012: Como será o profissional de TI em 5 anos?
> Carreira 2012: O profissional do futuro para a Accenture
> Carreira 2012: O profissional do futuro para a IBM
> Carreira 2012: O profissional do futuro para CIO e headhunter
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No entanto, tal dificuldade não é exclusividade de TI. Isso também pode ocorrer em outras áreas do negócio, como marketing e finanças. Dessa forma, ressalta a pesquisa, é algo que deve ser analisado com atenção pelas companhias.

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