As alterações na estrutura do Programa para o
Desenvolvimento da Indústria Nacional de Software e Serviços de Tecnologia da
Informação (Prosoft), anunciadas nesta quarta-feira (22/08) pelo BNDES, são
positivas e atendem em boa parte às necessidades das companhias do setor, de acordo com Carlos Alberto Leitão, coordenador de Planejamento e Estudos da Softex.
Segundo Leitão, as alterações mostram que o BNDES acatou muitas das sugestões
do setor, como a reivindicação de elevação no limite de projetos financeiros de R$
6 milhões para R$ 10 milhões.
“O banco deu um passo grande no movimento de consolidação de
empresas, em um momento em que as aquisições têm se expandido. Com o limite em
R$ 10 milhões sem garantia real existem grandes chances desse mercado ser
alavancado”, comenta.
As garantias reais as quais o executivo se refere estão
relacionadas a um bem, por exemplo, que as empresas candidatas ao financiamento
precisariam conceder ao banco em troca do crédito. A não obrigação dessas
garantias, segundo Leitão, é uma grande facilidade para as empresas de
software, que muitas vezes em sua fase nascente não têm uma posse de volume
para conceder.
“Pelo modelo, a única exigência é a assinatura do sócio. O
BNDES está interessado em que o plano de negócios seja bom e não que
necessariamente tenha uma visão patrimonialista. Para o setor isso é importante,
já que até o próprio software não é um bem tangível”, diz, enfatizando ainda
que nenhuma outra linha de crédito tem regras semelhantes.
Outra sugestão da Softex aceita pelo banco está relacionada à
solicitação direta de crédito do Prosoft-Exportação para pequenas e médias
empresas. A partir de agora, tais companhias não precisarão passar por uma agência
bancária para pedir o crédito, acessando diretamente o BNDES.
“Mais um aspecto que consideramos essencial é a
possibilidade financiamento de 100% do projeto, em ampliação aos 85% previstos
anteriormente”, ressalta.
Quanto aos juros, não houve redução expressiva nas taxas. Pequenas
e médias empresas continuarão a pagar TJLP e mais 1% e as grandes, TJLP e mais
1,5% a 2%. O grande aspecto positivo, segundo Leitão, está no fato de que a
TJLP está caindo gradualmente, o que traça um cenário ainda mais favorável ao
financiamento via Prosoft.
O projeto terá vigência até 31 de julho de 2012, segundo o BNDES, e
estará disponível cerca de R$ 1 bilhão em orçamento para o
programa. Em 2006, micro, pequenas e médias empresas brasileiras de
software receberam R$ 19,5 milhões em recursos liberados pelo
Prosoft.
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