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Intelig testa novo programa de governança e estratégia

O vice-presidente de TI da Intelig Telecom, Mauro Leite, costuma dizer à sua equipe que uma empresa telefônica precisa funcionar como uma instituição financeira. “Uma chamada telefônica é como um cheque de um cliente. Se eu vou cobrar essa chamada, tenho que ter o máximo de segurança de que o valor cobrado está correto, saber se essa pessoa está ou não participando de um plano de descontos, ter o registro documentado. Assim, eu crio credibilidade e fidelidade”, afirma.

Para alcançar tanta transparência, ele destaca o papel da sua área. “O profissional de TI não é apenas um prestador de serviço, mas um parceiro de crescimento. É ele quem vai fundamentar as novas iniciativas, realizar as operações para que os objetivos sejam alcançados”, completa.

Ciente da importância da tecnologia, Leite passou a procurar no mercado o que havia de mais moderno em termos de transparência e governança. Entre 2005 e 2006, implementou na Intelig a certificação PMI (Project Management Institute) e o framework ITIL (Information Technology Infrastructure Library). Na seqüência, sentiu falta de algo que desse uma visão mais ampla de toda a empresa e facilitasse as tomadas de decisões. Partiu em busca do BSC (Balanced Scorecard) e do Cobit (Control Objectives for Information and Related Technology).

Foi exatamente quando a Lan Designers, já parceira da empresa, ofereceu um novo produto, batizado de ITGS (Information Technology Governance Scorecards), a união exata entre BSC e Cobit. “Dessa forma conjunta, podemos chegar mais rápido aos nossos objetivos”, avalia Leite. O intuito do ITGS é não apenas interpretar a estratégia adotada, mas também gerar vantagens competitivas, a partir dos processos de negócio de cada empresa.

Ainda em projeto-piloto, a implantação definitiva do ITGS já é dada como certa por Leite. “Chamamos de piloto porque somos os primeiros a testar. Mas, para mim, a parceria já está firmada. Não tenho dúvidas de que vai dar certo”, garante. Em aproximadamente um mês, a Intelig deve ter seu primeiro balanço e, a partir daí, ajustes e melhorias serão implantados.

“Dos 34 indicadores do Cobit, estamos explorando, por enquanto, apenas dez. Isso quer dizer que temos outras 24 possibilidades”, entusiasma-se o VP de TI da Intelig, ressaltando que só o fato de a empresa discutir a integração entre TI e os rumos do negócio já é um ganho.

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