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Brasil desenvolve primeiro chip RFID para controle de estoques

O Brasil foi inserido no mercado de etiquetas inteligentes via radiofreqüência (RFID, da sigla em inglês) a partir do lançamento do primeiro chip desenvolvido inteiramente no País.

O Centro de Excelência em Tecnologia Eletrônica Avançada (Ceitec), de Porto Alegre (RS), entrega amanhã (20/06) à Innalogics o produto encomendado a partir de um financiamento da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) do ministério da Ciência e Tecnologia e parceria com o Grupo de Sistemas Embarcados da Faculdade de Informática da PUC do Rio Grande do Sul.

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Como explicou Sérgio Dias, diretor presidente do Ceitec, o chip desenvolvido no laboratório da companhia vai permitir a gravação de uma série de informações de cada produto, como localização, origem, procedência, preço, data e hora da fabricação, o que vai facilitar o controle de estoques e a logística.

“Existe, inclusive, a possibilidade de que um supermercado, por exemplo, inclua no futuro o preço do item no chip, para agilizar a passagem do cliente pelo caixa”, acrescentou.

O desenvolvimento do projeto começou em abril do ano passado. Em novembro daquele ano o chip foi encaminhado para a prototipagem em uma parceira do Ceitec na Inglaterra – já que a fábrica do centro gaúcho ainda não está pronta. Desde março, o produto vem sendo testado nos laboratórios da Ceitec e amanhã será entregue.

Dias destacou que “o Brasil estava totalmente afastado da área de circuitos integrados” e que até então sempre importou os chips RFID. O País já tem, entretanto, fornecedores locais para as antenas que transmitem os sinais de radiofreqüência, assim como para as leitoras dos chips. Só faltava esse último componente na solução, explica.

Segundo ele, depois de projetar o chip, a Ceitec espera começar a produzi-lo nacionalmente a partir de 2008, quando sua unidade fabril estiver pronta.

Ele conta que o cronograma inicial da fábrica sofreu um atraso de cerca de três meses. A conclusão das obras, prevista para julho, deverá acontecer em outubro.

Em seguida, começa o processo de instalação de equipamentos, que deve durar entre cinco e seis meses, seguido dos testes. Por isso, a produção só deve ter início em março de 2008.

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