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Gol Linhas Aéreas e Nacional Transportes Aéreos

Se há um aliado importante para o audacioso projeto da Gol Linhas Aéreas, ele se chama tecnologia da informação. “Conseguimos lançar a nossa operação porque obtivemos economia de escala com a tecnologia. Sem ela, não haveria como viabilizar a empresa”, ressalta o vice-presidente de Tecnologia e Gestão da companhia áerea, Wilson Maciel Ramos, que não revelou os investimentos, alegando que esses dados são estratégicos.

A simplicidade é a tônica dos processos. A Internet é uma poderosa ferramenta de trabalho, já que todo o sistema de reservas de passagens – não há a emissão de bilhetes – acontece via Web.

Para engrossar essa estatística, a Gol montou uma verdadeira operação de guerra na área de comunicação. O sistema de reserva online está hospedado, em regime de Internet Data Center, na OpenSkies, empresa norte-americana, localizada em Salt Lake City (EUA).

Gol online
Serviços Internet Data Center: OpenSkies
Servidores: 4 máquinas IBM/Intel
PCs: 50 estações Acer
Telecom: rede corporativa e links Frame Relay contratados da Embratel

Cabe à provedora disponibilizar, por ASP (Application Service Provider), os software necessários para a operação. “Escolhemos o mercado norte-americano porque não há provedores especializados em companhias áereas no país”, diz Ramos.

Quatro servidores – Internet, Intranet, Banco de Dados e o de reservas (back up) – adquiridos junto à IBM, estão hospedados na Dedalus.com. “Optamos mais uma vez pela terceirização para cortarmos os nossos custos. Na sede da empresa, temos apenas um grupo de seis pessoas ligadas à tecnologia”, diz Ramos.

Ao pé da letra

Como não poderia deixar de ser, a comunicação é essencial e vital para uma empresa aérea. Nesse front, a companhia fechou um contrato de três anos com a Embratel. A carrier será a responsável pela rede corporativa, pelo link internacional com os Estados Unidos e pela interligação, através de uma rede Frame Relay, com aeroportos e pontos de presença da Gol. Também é a fornecedora do serviço de telefonia 0300, pelo qual acontecem as reservas de passagens via telefone.

“Aceitamos um contrato de maior duração porque obtivemos vantagens financeiras e um comprometimento da Embratel em nos atender com dedicação especial”, salienta Ramos. Aliás, o item serviços foi fundamental para a escolha da Acer como a principal fornecedora de PCs. Segundo o executivo, a fabricante foi a única – entre IBM, Compaq e Dell – a ratificar em contrato que o atendimento acontecerá em no máximo 12 horas.

“Os micros são fundamentais para a nossa operação. Vivemos disso. Não podemos ficar condicionados a contratos sem garantia de serviços claras e definidas”, observa o vice-presidente de Tecnologia e Gestão. Aceitando essa cláusula, a Acer conquistou um contrato de 3 anos.

A opção de terceirização não é apenas externa. Como faz parte da holding Aurea, que administra 53 empresas de transportes no país, a Gol adotou o modelo ASP de pacote de gestão empresarial. O sistema foi desenvolvido pela empresa mineira BGM, dedicada à área de transportes. “Assim, podemos concentrar o nosso pessoal no negócio fim da Gol”, conclui Ramos. Ana Paula Lobo


ERP da Nacional é baseado na Internet

Com a demanda de bilhetes aéreos vendidos a 50% menos que os preços praticados pela concorrência, a Nacional Transportes Aéreos está se munindo de infra-estrutura tecnológica para enfrentar a competição com os gigantes da aviação local. Trata-se de uma arquitetura simples – baseada em servidor Intel –, porém rápida e eficiente, com interface Web.

Embora não divulgue os números de investimentos na área de TI e o quanto pretende faturar em 2001, a Nacional espera transportar 2 milhões de usuários. Total ênfase é dada ao suporte das vendas da companhia, feitas exclusivamente por meio de agências de turismo, hoje 600, e vendedores, 3.500. Julio Perotti, diretor Executivo da Nacional, espera que, nos próximos dois meses, 2 mil agências e um total de 9 mil vendedores estejam cadastrados para a comercialização de passagens.

A estrutura de TI montada tem capacidade para suportar pelo menos parte deste contingente. Segundo Wladimir Cesar Bianch, diretor técnico da CD-ComputerDivision – software house contratada para o desenvolvimento dos projetos de TI – o ambiente foi dimensionado para que 10 mil usuários possam realizar transações simultaneamente.

Integração

“Nossa infra-estrutura de TI tem a capacidade de gerenciar até 5 mil agências”, diz Bianch, que já planeja criar uma política de relacionamento mais consistente com as agências de turismo e usuários dos serviços aéreos por meio da One Call – empresa de call center dos mesmos donos da Nacional que está integrando seus sistemas ao ERP da companhia aérea.

Alta potência

Parque instalado de hardware:
servidor Intel da Supermicro modelo Super Server 8050
e 50 desktops IBM (matriz) e mais 90
nos 8 escritórios no Brasil.
Parque instalado de software: Windows 2000 Professional e Office Small Business (nos 8 escritórios)
Link de acesso à Internet: Diveo
Banco de dados: SQL Server

Pela Internet, o software de gestão “reservas web” atende a administração de reservas e bilhetes aéreos realizadas pelas agências de turismo. A proposta reduz parte dos trâmites burocráticos e dos custos. O software também controla as operações remotas. O ERP está baseado na tecnologia de cubo OLAP (Online Analytical Processing) que permite a criação de tabelas e análises para gerar gráficos e planilhas.

“Depois que a agência é cadastrada no reservas web, ela tem um limite de crédito de vendas. No final do dia são emitidos relatórios com informações do volume de vendas e a descrição de cheques, cartão de crédito e o valor da comissão”, explica Bianch, lembrando que o passageiro só precisa apresentar comprovante e seu registro de identificação na hora de embarcar.

A Nacional estará com toda a sua infra-estrutura pronta para atender a demanda esperada até meados de março. “Tanto o web marketing – software proprietário desenvolvido para a área de vendas pela Internet – como os outros dois módulos do reservas web (administração de check in e administração do controle operacional de vôo) estarão implementados nesta data”, afirma Perotti. Paula Zaidan

|Computerworld – Edição 335 – 24/01/2001|

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