A Prodemge (Cia. De Processamento de Dados do Estado de Minas Gerais) é parte do painel brasileiro da Semana de Tecnologia no Governo, que acontece entre os dias 15 e 18 de outubro, em Ottawa, Canadá. Além da companhia mineira, completam o quadro a prefeitura de Santo André (SP) e a secretaria de logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.
De acordo com o presidente da Prodemge, Antonio Carlos Passos de Carvalho, o evento é uma oportunidade para demonstrar que o Brasil, pelo menos na área de informática pública, não está tão atrasado quanto se imagina. Companhias estaduais como a nossa não são comuns lá fora e vamos mostrar que o gap é, na verdade, social, e não tecnológico, diz o executivo.
O objetivo de Antonio Carlos é mostrar como é feita a informática pública no Brasil, utilizando a Prodemge como exemplo. Os projetos não são poucos. Hoje temos centralizados aqui cerca de 850 sistemas, que incluem a administração financeira do Estado, emissão de carteiras de identidade, dados do Detran e controle de arrecadação, entre outros, diz.
Além do gerenciamento de processos, Antonio Carlos deve apresentar os projetos de inclusão digital realizados hoje pelo governo de Minas Gerais, independentes das iniciativas do executivo federal. O executivo destaca dois deles: o de instalação de pontos públicos de acesso e o Internet Sênior, voltado para garantir o acesso a Web aos idosos e Já em funcionamento em Belo Horizonte, Juiz de Fora, Uberaba e Uberlândia.
De acordo com o presidente da Prodemge, boa parte das iniciativas só são possíveis graças ao Conselho Estadual de Informática, do qual também é presidente. O conselho reúne, além de Antonio Carlos, os secretários estaduais da Fazenda, Recursos Humanos e Planejamento, o superintendente de TI da Cemig e o coordenador do Departamento de Telecomunicações do Estado.
O conselho hoje centraliza toda a estratégia pública de tecnologia, o que vai da definição de tecnologia até a aquisição dos equipamentos e soluções utilizados por todos os órgãos públicos, explica. É um diferencial, afirma, já que permite que, no caso de Minas Gerais, a TI evolua de forma uniforme, além de garantir reduções de custo por escala.
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