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Tradecom investe em B2B no Mercosul

A Tradecom, empresa de comércio eletrônico liderada pelo Unibanco, Portugal Telecom e banco Galícia, acaba de expandir sua atuação para o Uruguai através de uma aliança com o banco Comercial do Uruguai. O marketplace (www.tradecombr.com), em operação desde abril no Brasil e Argentina, agora se diz preparado para suportar as futuras transações eletrônicas no Mercosul.

De acordo com Plínio Patrão, diretor financeiro e de novos negócios da Tradecom Brasil, a expectativa dos parceiros é alcançar, em três ou quatro anos, um volume de negócios da ordem de US$ 7 bilhões – US$ 5 bilhões somente no Brasil. “Não se trata de um segmento de negócio explosivo, mas ele vem crescendo de forma consistente, o que justifica nossos investimentos”.

Embora não revele os valores investidos em cada país, o executivo lembra que há um orçamento de US$ 25 milhões a ser utilizado em infra-estrutura, instalação e montagem de equipes em toda a América Latina. “Além de conquistar novos mercados, estamos possibilitando uma plataforma única de negócios para a região, além de diluir estes investimentos por uma operação maior”, explica.

Atualmente com 40 clientes compradores – Brasil e Argentina – a Tradecom tem utilizado como estratégia a união de grandes bancos e operadoras de telefonia em cada país. O mesmo modelo adotado no Brasil, onde Unibanco e Portugal Telecom garantem a operação, se repete na Argentina, com a Telecom e o banco Galícia, e agora no Uruguai, onde o banco Comercial, que tem 25% do mercado local, vai contar com o suporte também da Telecom.

e-Procurement

Voltado especificamente para operações de e-procurement de materiais indiretos, o portal conta hoje com cerca de 500 mil itens cadastrados no que chama de catálogo mestre. As operações são suportadas por ferramentas fornecidas pela Commerce One e pela MRO. Enquanto a primeira garante os aplicativos transacionais, a segunda concentra a identificação e padronização das informações.

“Para a produção do catálogo mestre, contamos com uma equipe de conteúdo formada por vinte pessoas. É uma unidade que também pode prestar o serviço de formulação de conteúdo aos membros da comunidade”, explica Patrão.

Pelo lado dos aplicativos dedicados às transações, o principal foco da Tradecom hoje está na integração entre os software de ERP (Enterprise Resource Planning) dos participantes e as ferramentas da Commerce One. Segundo Patrão, os aplicativos utilizados hoje permitem a comunicação tanto com software de provedores como os desenvolvidos internamente.

“Essa é nossa maior preocupação hoje. Nosso foco não está no volume de negócios, mas nos processos de integração, que em alguns casos podem levar 30, 60 e até 120 dias”, frisa. O executivo revela já ter em andamento alguns projetos envolvendo sistemas legados e usuários de SAP.

Além do comissionamento sobre as transações, parte da receita do portal virá também da oferta de produtos e serviços adicionais, o que torna ainda mais interessante a participação de bancos e operadoras no negócio. De um lado, os usuários do Tradecom poderão contar com serviços como sistemas de pagamento online e abertura e aprovação de linhas de crédito. Estes mesmos serviços poderão ser complementados pelas operadoras, com produtos como status via WAP e avisos através de SMS (Short Messages Service).

|Computerworld – Edição 351 – 03/10/2001|

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