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Chip Beacon: um pouco de arte moderna

Desenvolvido há cerca de dois anos nos Estados Unidos, o chip Beacon, da HP, tem como princípio transmitir por meio de infra-vermelho um endereço de página Internet ou oriundo de uma extranet. Feita a transmissão, o usuário de um dispositivo sem fio recebe involuntariamente, na ferramenta, a informação referente ao objeto no qual se localiza o chip.

“O chip Beacon faz parte de um contexto denominado cool town, que é hoje chamado pela HP de smart spaces. Isso é equivalente à visão que a empresa tem de tudo que vai estar conectado no futuro”, explica Rogério Signorini, gerente de marketing da HP Brasil.

O executivo revela que a idéia é o usuário da ferramenta wireless ter a informação necessária na hora em que desejar, ou ainda realizar uma função apontando o dispositivo para um aparelho, como uma cafeteira, por exemplo. “Um tablet PC, um notebook e até um celular podem ser usados, mas precisam ter um coletor de infra-vermelho e a capacidade de conexão em rede”, observa Signorini.

Em meados de 2002 o chip foi lançado no Brasil, já baseado em uma aplicação no Museu Lasar Segall. Os “exercícios de leitura” desenvolvidos pelo museu passaram a ser realizados em handhelds conectados remotamente aos seus servidores e são, ainda hoje, acionados por meio dos chips Beacons aos quadros da exposição “Lasar Segall: síntese de um percurso”.

Quando o visitante se aproxima de uma obra equipada com Beacon, este solicita o envio de informações relativas ao quadro em questão. Toda a operação é wireless e intermediada por um ponto de acesso instalado na sala de exposições, que funciona por meio de ondas de rádio.

“Essa aplicação, criada no Brasil, foi a primeira desenvolvida para o público em todo o mundo. Até aquela época o chip só era utilizado em eventos internos da HP. Como funcionou muito bem, a empresa desenvolveu uma solução específica para museus que está sendo testada fora do País”, revela o gerente da fabricante.

O objetivo é tornar a tecnologia um meio de facilitar a vida cotidiana, eliminando obstáculos para o acesso à informação, conectando pessoas, locais e objetos.

Uma cadeia de restaurantes está testando uma aplicação com o Beacon. Uma das funcionalidades é a solicitação da impressão de uma página de jornal. Qualquer ponto hot spot, ou quente, é passível de receber e oferecer uma aplicação com o Beacon. “Inicialmente não desenvolvemos o chip para comercialização. Nossa meta é revelar, por meio do uso cotidiano, para onde vai a tecnologia”, afirma Rogério Signorini.

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