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Itautec investe R$ 4 mi em supercomputação no semestre

A Itautec investirá pesado em supercomputação em 2003. A empresa planeja alocar cerca de R$ 3 milhões em pesquisas conjuntas com universidades e mais R$ 1 milhão em pesquisas internas nessa área somente no primeiro semestre do ano. A empresa utiliza tecnologia nacional e possui mais de cem pesquisadores em universidades como a USP e as federais do Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

Conhecida como InfoCluster, a solução para computação de alta demanda que a Itautec tem hoje no mercado roda com servidores que podem ter de dois processadores Pentium 4 até quatro Itanium por “nó” (como é chamada cada máquina interligada no sistema de cluster).

Dentre as pesquisas que estão em andamento, um dos destaques é o investimento em conjunto com a USP para desenvolver uma nova arquitetura para acelerar mais ainda o cluster – uma rede especial só para dados.

O diretor de novas tecnologias da Itautec, Fábio Vitaliano Filho, afirma que a principal vantagem competitiva das soluções da empresa é o preço. “As áreas de vendas das multinacionais preferem oferecer o cluster junto com tecnologias de custo elevado e a solução completa acaba ficado bem mais cara”, afirma. “As multinacionais têm o cluster como uma linha de defesa, não de ataque.”

Entre os atuais clientes de supercomputação da Itautec estão o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), a Petrobras e a Embrapa.

Mesmo bem posicionada no mercado, o investimento que a Itautec realiza ainda é muito grande para a receita gerada pelos supercomputadores. No ano passado foram fechados cerca de 20 contratos com preço médio de US$ 300 mil – geralmente, cada cluster sai por algo entre US$ 100 mil a US$ 600 mil reais.

A aposta da empresa para reverter esse quadro é entrar com força no mercado de aplicações comerciais para supercomputadores. O nicho de aplicações científicas continuará importante, mas é muito restrito.

“Ainda precisamos de benchmarks e de alguns software especialmente adaptados para crescer no mercado de aplicações comerciais”, conta Vitaliano Filho. “Mas no segundo semestre certamente estaremos atuando nesse nicho. Aí esperamos que a demanda aumente muito“, diz.

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