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Com Copa do Mundo, Positivo prevê explosão na venda de PCs

Nem verde, nem amarelo. O aumento das vendas de computadores na Positivo Informática nos meses de maio e junho será sim estimulado pela Copa do Mundo de futebol. No entanto, não por serem produzidos nas cores que desde o início deste ano decoram os mais diversos ambientes, estampam embalagens de diferentes produtos e dominam as vitrines Brasil afora.

É verdade que o fenômeno acontecerá porque os jogos serão disputados, em sua maioria, durante o horário de expediente. Mas, ao contrário do que muitos previam, os computadores também não serão adquiridos por aqueles que querem acompanhar às partidas pela internet, e sim pelos que desejam assistir aos jogos pela televisão.

Helio Rotenberg, diretor da Positivo, conta, surpreso, que o modelo PCTV, equipado com uma placa de captura de sinal de televisão, vem sendo amplamente adquirido por médicos e profissionais autônomos, que utilizarão o computador em seus escritórios mesmo após a Copa.

O executivo revela que a Positivo realizou uma pesquisa e descobriu que são três os principais consumidores do PCTV. “Há três tipos de compradores para ele. O primeiro, é aquele que já tem uma TV em casa, gostaria de ter um segundo televisor e ainda não possui computador. O PCTV também faz sucesso entre os jovens das classes A e B, que querem ter todos os eletrônicos possíveis dentro de seu quarto”, detalha. “E o que mais nos surpreendeu: médicos e profissionais autônomos estão comprando esse equipamento para ‘dar uma espiadinha’ nos jogos da Copa e aproveitar o investimento mesmo depois da competição”, completa.

Rotenberg conta ainda que a Positivo conduziu um levantamento e descobriu que ainda são muitas as casas que ainda usam antena externa comum de televisão, embora garanta que o equipamento também aceita sinais de TV via satélite ou por cabo. “Desenvolvemos a idéia do zero. O PCTV é um computador feito para o mercado brasileiro”, afirma.

Além da placa de TV, monitor de 17 polegadas, combo de gravador de CD e leitor de DVD, 256 MB de memória, disco rígido de 40 GB, processador Celeron D 315 e o sistema operacional Windows XP Home completam as configurações da máquina, vendida a 1.900 reais. “E ainda vem com controle remoto”, lembra Rotenberg. “O computador traz tudo junto, tudo simples para um usuário leigo. Esperamos uma explosão nas vendas do PCTV em maio e junho”, diz, animado. Segundo o executivo, as vendas do modelo podem chegar a 20 mil equipamentos ao mês.

Panorama
A Positivo é atualmente a principal vendedora de computadores pessoais no Brasil. Segundo Rotenberg, atualmente são comercializadas mais de 30 mil máquinas ao mês. “Tínhamos a meta de vender 500 mil PCs este ano. Mas estamos revendo esta perspectiva para cima”, ele conta, acrescentando que ainda não foi estabelecido um número final para 2006.

Muitos dos computadores vendidos pela Positivo se enquadram no Programa Computador para Todos, com preços de entrada 1,4 mil reais. “A combinação das ações do governo, queda do mercado cinza e baixa do dólar é maravilhosa para o nosso negócio”, celebra. “Criticamos muito o governo em outros campos, mas aqui temos que admitir que ele [o governo] acertou em cheio.”

Sobre a desvalorização do dólar -e a repentina alta que a moeda norte-americana teve recentemente -, Rotenberg diz que a atual situação favorável é muito inconstante, mas assegura: “Se o dólar ficar em 2,25 reais, até 2,30 reais, os preços não serão alterados”.

Linux e Windows Starter Edition
No início de maio, a Positivo já contabiliza números volumosos das vendas dos computadores que integram o Programa Computador para Todos, do governo federal. Entre dezembro do ano passado e abril de 2006 foram 77 mil máquinas comercializadas.

De acordo com Rotenberg, os números podem ser atribuídos ao esforço da rede varejista para estimular as vendas das máquinas. Só o Magazine Luíza vendeu 14 mil PCs em 15 dias, segundo o executivo.

As vendas dos equipamentos pertencentes ao programa também elevaram a produção de máquinas com sistemas de código aberto na Positivo. Até outubro do ano passado 3% da produção da companhia era composta de computadores com sistemas de código aberto, volume que passou para 20% após o início das vendas do Computador para Todos.

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