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Centro de serviços compartilhados é tema de debate

O Best Practices Outsourcing foi palco de um breve debate a respeito de serviços compartilhados. Jane Ricci Noronha, gerente de TI do centro de soluções compartilhadas (CSC) do Grupo Camargo Corrêa, Maurício Monteiro, analista da IDC Brasil, e Alexandre Scaglia, editor-executivo do COMPUTERWORLD, trocaram conhecimentos sobre o tema.

MAURÍCIO MONTEIRO (IDC) – A percepção das vantagens de um CSC não é muitas vezes exclusiva do CIO, que não consegue tornar o conceito realidade?
JANE RICCI (Camargo Corrêa) – No caso da Camargo Corrêa, TI ganhou com o CSC, mas outras áreas dentro do grupo ganharam ainda mais. Para que a visão não seja exclusividade de um ou outro, é necessário criar uma linguagem acessível a todos. Traduzir termos, evitar siglas e mostrar que é possível que todos falem a mesma língua.

ALEXANDRE SCAGLIA (Computerworld) – Cabe à empresa pensar o CSC e então buscar a ajuda de uma consultoria para fazer acontecer?
JR – O CSC faz sentido em empresas grandes, especialmente multinacionais. A companhia deve contar com a ajuda do provedor já para criar o CSC e aí, ou ela mesma toca o centro ou transfere a responsabilidade por seu gerenciamento ao parceiro. No caso da CSC, o parceiro que nos ajudou a desenhar os processos, os SLAs etc não é um que poderia geri-lo. Ainda assim, a gestão não é terceirizada. O que temos são fornecedores diversos –cinco ou seis fornecedores –, visando a gestão de riscos.

AS – Como você consegue convencer um departamento a trazer um serviço de volta para dentro de casa, ainda mais quando ele voltará para a mão de outro?
JR – Números. É muito difícil argumentar contra números. O CSC não visa ao lucro. Seu objetivo é chegar ao zero. Tudo o que é gasto é compartilhado e diluído com as demais unidades de negócios.

AS – Um CSC é um profit center ou um centro de custos?
MM
– Ainda é visto como um centro de custos. Porém, o CIO está cada vez mais envolvido com estratégias que possam resultar em ganhos para a empresa, além de responder por significativas reduções de custos, que essa visão deve mudar em breve.

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