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BB quer 3 milhões de clientes no celular em um ano

O Banco do Brasil anunciou a integração de sua rede de auto-atendimento bancário pelo celular com todas as operadoras do País, bem como a expansão de seus serviços de Mobile Baking.

Com a entrada da Tim em fevereiro, o banco passou a cobrir 99% da base de 88 milhões de usuários ativos de celular no Brasil em parceria com as operadoras Vivo, Tim, Claro, Oi, Brasil Telecom, CTBC, Sercomtel, Nextel, Telemig e Amazônia Celular.

Apostando em uma campanha de marketing, que teve início esta semana, a instituição espera massificar o uso do Auto-Atendimento BB saltando dos atuais 170 mil clientes ativos para 3 milhões em um ano, informou o vice-presidente de Varejo e Distribuição,  Antonio Francisco de Lima Neto.

O objetivo, segundo Neto, é que o mobile banking supere em pouco tempo o internet banking. Depois dos terminais de auto atendimento (ATMs), que representam 50% do total de 3,9 bilhões de transações realizadas pelos clientes em 2005, a Internet é o segundo meio mais utilizado pelos 22,9 milhões de correntistas. Em 2005, 34,5% dos clientes (7,9 milhões) usaram o banco online.

O financiamento de novos terminais aos correntistas também está nos planos do Banco do Brasil. De acordo com Rossano Maranhão, presidente do Banco do Brasil, a estratégia deve ser anunciada em junho.

Transações e segurança

Outra meta do BB é elevar o número de transações realizadas pelo celular. Atualmente, 80% dos correntistas usam o dispositivo móvel apenas para consultas, embora esta função seja a única disponível para celulares menos atuais, com a tecnologia Wap1.

Hoje, os correntistas com celulares GSM ou CDMA, que possuem as tecnologias Wap2, Simbrowsing e Brew têm acesso aos seguintes serviços: consultas de extratos e saldos, transferências entre contas do banco, pagamentos de títulos e convênios, DOC/TED, doações ao Programa Fome Zero, recarga de celular pré-pago e empréstimos – Crédito Direto ao Consumidor (CDC) e CDC Consignado. Em abril o banco prepara o lançamento da modalidade de investimentos.

O valor da transação, segundo o BB, será cobrando apenas pelas operadoras, sem taxas adicionais do banco. Segundo executivos da Claro e da Brasil Telecom GSM, cada operação é cobrada pelo volume de dados, o que gera uma média de é 10 centavos de real por serviço.

As aplicações desenvolvidas pelo BB em linguagem Java (J2EE) também ganharam mais segurança, informa Alexandre Conceição, gerente executivo da Unidade de Soluções de Desenvolvimento de Aplicativos do Banco do Brasil.

“Pelo cadastramento, o usuário assegura que somente um número de celular habilitado em um determinado aparelho podem acessar o Mobile Banking. Além disso, o chip do celular GSM, que contém nossa aplicação já possui uma chave criptográfica. O usuário do celular CDMA baixa esta chave juntamente com a aplicação”, explica o executivo.

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