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Softbank compra Vodafone no Japão

A Softbank Corp. concordou em adquirir a unidade de telefonia móvel do Grupo Vodafone no Japão por 1,8 trilhão de ienes (15,3 bilhões de dólares), as empresas anunciaram na sexta-feira (17/03).

Uma das maiores empresas de telecomunicações do Japão, a Softbank vai assumir o controle da Vodafone KK, terceira maior operadora móvel do país.

A Vodafone, que avisou recentemente que venderia a unidade, disse que a divisão japonesa não deveria trazer “retornos superiores a longo prazo”.

O negócio será financiado por um modelo em que o comprador faz um grande empréstimo e dá como garantia o fluxo de caixa da empresa adquirida.

Para complementar o valor, a Softbank investirá ainda 200 bilhões de ienes e o Yahoo Japão, no qual a Softbank tem grande participação, vai contribuir com 120 bilhões de ienes.

A aquisição soma 15,1 milhões de clientes à base da Softbank e garante a ela 17% do mercado japonês de celulares.
A Softbank foi um dos primeiros investidores no Yahoo e ao longo dos últimos anos vem vendendo parte da suas ações para financiar uma agressiva expansão na área de telecom, TI e até finanças.

Sua entrada no mercado de banda larga derrubou preços e aumentou a competição, ajudando o Japão a construir uma das melhores infra-estruturas de banda larga do mundo. A companhia também adquiriu uma licença para operar um novo serviço móvel.

A Vodafone, uma das maiores operadoras móveis da Europa, tornou-se ativa no mercado japonês em 2000, adquirindo partes da Japan Telecom, operadora fixa que também controlava parte da J-Phone, móvel, conhecida por popularizar as mensagens multimídia.

Em 2001, a Vodafone adquiriu o controle da Japan Telecom, o que de fato a deu o controle da J-Phone. Mais tarde, ela vendeu a parte fixa para a Softbank e rebatizou a parte móvel com seu próprio nome.

A Vodafone tentou vender no Japão os mesmo modelos comercializados na Europa, mas o estilo não agradou os clientes japoneses e a Vodafone perdeu clientes para os concorrentes.

Embora a companhia tenha voltado atrás na estratégia recentemente, o dano foi suficiente para forçar a sua matriz no Reino Unido a mudar os rumos e vender a unidade. O negócio deve ser fechado até junho de 2006.

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