Os novos processadores para centros de processamento de dados
Segundo a Intel, os novos processadores E5-2600 da família Xeon foram lançados para suprir “a crescente demanda nacional por serviços de virtualização, computação em nuvem e processamento de dados eficiente e ecológico“. Eles constituem a terceira geração da plataforma Intel Core vPro.
Trata-se de um conjunto de processadores que materializa a evolução da série x-5600, comparados com os quais apresentam um desempenho até 57% melhor.
A família Xeon não é de brincadeiras. Seus novos processadores suportam até oito núcleos por unidade e alcançam um impressionante espaço de endereçamento de até 768 GB (pense um pouco: é quase 1 TB de memória RAM!).
A família ES-2600 oferece processadores para três segmentos corporativos. O mais simples, para o segmento básico, dissipa 80W de potência, tem quatro núcleos, 10 MB de memória cache, usa memória RAM DDR3 1066 e opera em uma faixa de frequências de 1,8 GHz a 2,4 GHz.
O processador ES-2600 para o segmento padrão dissipa de 60W a 95W de potência, oferece seis núcleos com cache de 15 MB usando memória RAM DDR3 1333 e opera em uma faixa de frequências de 2,0 GHz a 2,5 GHz.
Finalmente, o processador da série ES-2600 para o segmento avançado dissipa de 70W a 135W, comporta de dois a oito núcleos com caches de 5MB a 20MB, memória RAM DDR3 1600 e frequências de operação de 1,8GHz a 3,3GHz.
Todos eles usam a tecnologia Turbo Boost 2,0, que ajusta dinamicamente a frequência de operação dos núcleos do processador de acordo com a demanda, o conjunto de instruções AVX (Advanced Vector Instruction) para processamento vetorial, que permite uma melhoria de até duas vezes no desempenho de computação técnica. Além da tecnologia Intelligent Power, que regula o consumo de energia de acordo com a carga sobre a unidade.
Todos eles trazem integrada uma tecnologia de proteção de identidade que consiste em uma evolução da IPT descrita no segundo tópico, a IPT com PKI (Public Key Infrastructure). Esta variante oferece uma segunda camada de autenticação embarcada que permite a uma instituição que usa rede corporativa validar um usuário legítimo que se conectou a rede usando uma máquina confiável que contém uma chave privada armazenada no próprio hardware. Além disto, todos eles incorporam as tecnologias de segurança OS Guarda e Escure Key, já usadas nas gerações anteriores.
Ao fim e ao cabo, a impressão que ficou do IDF SP 2012 é que a Intel vem dirigindo sua capacidade técnica não mais para apenas aumentar o desempenho de seus produtos. Além disto, ela agora se volta decididamente para as áreas de segurança e portabilidade.
Vamos esperar o próximo IDF para confirmar estas tendências.
B. Piropo
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