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IBM, USP e Fapesp inauguram Centro de Inteligência Artificial

A IBM, Universidade de São Paulo (USP) e FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) iniciam nesta terça-feira (13) as atividades de um centro de pesquisa em inteligência artificial. Chamado de Centro de Inteligência Artificial (C4AI), o espaço será dedicado ao desenvolvimento de estudos e à pesquisa de ponta em inteligência artificial. A ideia é endereçar temas de grande impacto social e econômico.

O centro, que inicia suas atividades de forma remota, terá sede no prédio do Centro de Pesquisa e Inovação InovaUSP, localizado no campus da universidade em São Paulo. Nos próximos seis anos, o centro deve receber um investimento de R$ 20 milhões, mas o trio deve buscar parceiros para receber ainda mais aportes.

A equipe do C4AI tem dez pesquisadores principais (líderes técnicos) e mais 60 pesquisadores associados diretamente à proposta do centro. Além deles, há mais 60 outro colaboradores, de acordo com os professores

Foco em problemas globais

O foco inicial do C4AI será dividido em cinco frentes: saúde, meio ambiente, cadeia de produção de alimentos, futuro do trabalho e no desenvolvimento de tecnologias de Processamento de Linguagem Natural em português.

Em paralelo, três comitês de acompanhamento serão criados para promover temas de interesse comum do país, com foco na indústria, ciência e sociedade. Esses comitês visam ampliar esses cinco desafios iniciais e conferir a eles uma aplicação real que seja útil para as empresas e a sociedade brasileira.

Os cinco desafios iniciais são:

1) AgriBio – modelos de causa e efeito para processos de tomada de decisão com incerteza para o setor de agricultura

2) KEML (Knowledge-Enhanced Machine Learning) – Aprendizado de máquina integrado com conhecimento simbólico com foco na Amazônia Azul (Blue Amazônia Brain)

3) Saúde – Modelamento de AVCs usando técnicas multimodais de análise de redes para melhorar diagnósticos, tratamento e reabilitação

4) IA em países emergentes – políticas públicas e o futuro do trabalho

5) PLN (Processamento de Linguagem Natural) de última geração para o português – com o objetivo de habilitar o processamento de linguagem natural de alto nível para o português do Brasil, assim como já existe para outros idiomas.

C4AI: papel estratégico

O Centro contará também com uma segunda unidade para capacitar estudantes e profissionais, disseminando conhecimento e transferindo os benefícios da tecnologia para a sociedade. Este local será instalado no Instituto de Ciências Matemáticas e da Computação (ICMC), no campus da USP em São Carlos.

De acordo com os acadêmicos presentes na coletiva de impresa, o centro deve expandir a massa crítica em inteligência artificial e tirar o atraso do Brasil na pesquisa neste campo. “Esta é a realização de um projeto estratégico da Universidade de São Paulo, que considera a área de Inteligência Artificial obrigatória para acompanhar e participar dos desenvolvimentos que dominarão, com suas múltiplas aplicações, a sociedade moderna”, destaca o pró-reitor de Pesquisa da USP, Sylvio Canuto.

Leia também: AWS anuncia treinamento gratuito para desenvolvimento de profissionais

Por outro lado, essa interação entre academia e indústria é celebrada pela gigante de tecnologia. “Com o Centro, estamos criando um ecossistema que engloba os setores produtivo, acadêmico e de inovação para que o valor real da inteligência artificial aumente a experiência e habilidades dos talentos humanos, colocando a tecnologia a serviço de governos, cidadãos e negócios em diversos setores da economia”, disse Tonny Martins, Gerente Geral da IBM Brasil.

O C4AI é parte da AI Horizons Network (AIHN), rede de centros de pesquisa criada em 2016 para promover colaboração entre universidades líderes ao redor do mundo, com o objetivo de acelerar a pesquisa e a aplicação de IA.

“A área de inteligência artificial (IA) é um infinito de possibilidades. Neste momento de intenso combate contra a covid, estamos tendo análises de milhares de moléculas, análises teóricas de potenciais vacinas, análises de centenas de milhões de dados, tudo com o apoio de IA. É um marco em uma área estratégica para o futuro”, afirmou o diretor científico da FAPESP, Luiz Eugênio Mello.

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