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IBM traz ao Brasil competição de start-ups no Smarter Planet

Um recado dado incansavelmente por executivos da IBM durante a PartnerWorld Leadership Conference, realizada entre os dias 15 e 16 de fevereiro em Orlando (Flórida, EUA), foi a de que seus parceiros precisam melhorar suas habilidades para crescerem no nível que eles próprios e a companhia precisam. Essa premissa é defendida pela área de ISV e Developer Relations da empresa. O líder, Mike Riegel, anunciou que são programadas alterações significativas em currículos universitários e anunciou a realização de um campeonato no Brasil para inovações de star-ups.

Executivos da IBM fizeram questão de repetir, sem descanso, durante a conferência, que o foco da companhia para o mundo e, consequentemente, para os parceiros de negócios, está calcada em quatro pontos: crescer em mercados ainda não explorado, melhorar soluções de computação em nuvem, melhorar soluções de business analytics, e investir no modelo smarter planet – que, pela tradução literal, significa planeta mais inteligente e que consiste, basicamente, na utilização da tecnologia para melhorar o convívio em sociedade e para garantir a preservando dos recursos naturais.

“Quando vamos a um país, passamos muito tempo trabalhando com universidades locais. A maior parte dessas universidades ainda ensina de uma forma muito antiga. Estamos trabalhando com cerca de duas mil delas para inovar a forma como elas ensinam”, disse, categórico. Conforme o executivo, há, por exemplo, um professor na Carolina do Norte (EUA) que já está trabalhando em um modelo diferenciado de ensino:  ele ensina sobre o setor de saúde, segurança com código XML e lei de privacidade. “Precisamos reinventar o que é ensinado, conforme a necessidade de um novo mundo”, disse.

No Brasil, a ação ainda é menos ousada, mas não menos desafiadora. Em outubro, será realizada uma competição dentro do âmbito do conceito smarter planet. “Serão três dias em um acampamento para trabalhar com parceiros ISVs, universidades, desenvolveres e fundos de venture capital para que sejam criadas soluções para problemas das grandes cidades, como saúde, trânsito, tratamento de água?”, explicou.

Poderão participar companhias de zero a três anos. Os desafios envolverão, de forma geral, tecnologias que mudem, para melhor, a vida das pessoas. “Essa é uma área muito boa porque ninguém consegue consertar o mundo em três anos. Esse é um investimento de longo prazo”, adicionou.

A companhia dará acesso a tecnologia, pesquisa, mentores técnicos e exposição a empresas de venture capital aos que participarem. Os vencedores podem participar de uma etapa mundial. No ano passado, oito países competiram entre si, alguns dos quais Estados Unidos, China, Israel e Espanha. “Damos à empresa o que ela precisa em um momento de desenvolvimento: exposição à imprensa, a clientes e a dinheiro”, comentou, divertido.

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