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IBM aposta alto em armazenamento em flash

Big Data é um tópico corriqueiro de nossos tempos. Há, na superfície, uma clara preocupação na construção de sistemas robustos para transformar a massa desestruturada de dados em informações estratégicas. Contudo, sem a tecnologia correta para guardar e possibilitar acesso rápido ao conteúdo captado pelas soluções de análise, falar em ?tempo real? se torna absolutamente incoerente. Essa é a visão de Ambuj Goyal, gerente-geral de storage do grupo de sistemas e tecnologia (STG) da IBM.

?Os dados estão direcionando à construção das infraestruturas de hoje. Com isso, o armazenamento foi colocado na ponta das necessidades das companhias que querem crescer com as informações captadas do mercado e de seus clientes?, diz o executivo.

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Até 2015, a IBM investirá 1 bilhão de dólares na criação, desenvolvimento e integração de soluções para armazenamento em Flash em todo seu portfólio de servidores, sistemas de storage e middleware. Goyal diz que há a necessidade de quebrar um ciclo que antes era tido como comum, mas que hoje se mostra absolutamente obsoleto: altos custos para armazenamento.

?Conforme as companhias são desafiadas pelos crescentes volumes de dados, o aumento na demanda por visualizações mais rápidas e assertivas das análises das informações se torna necessário. Por não contar com tecnologias flash, o custo do processamento é alto e os custos com energia nos data center só aumentam?, observa.

Segundo a IBM, os sistemas que rodam em flash fornecem mais de 90% de redução no tempo de transação por meio de aplicações, 85% de redução no tempo de processamento da carga de aplicações corporativas (ERP, BI) e mais de 80% de redução no consumo de energia na consolidação de data centers e implementações de computação em nuvem.

Dentro desse mundo de flash storage, a IBM conta com a linha FlashSystem, totalmente baseado nas tecnologias da Texas Memory Systems, adquirida recentemente pela Big Blue. Os responsáveis por prover a atualização nos data centers e nas nuvens privadas das companhias serão os canais. Goyal reforça que a estratégia de flash foi quase que completamente desenvolvida para ser tocada pelos parceiros da fabricante.

?Provedores de serviços na nuvem precisam de infraestruturas mais parrudas, mas que ao mesmo tempo gerem economia. E na nuvem, pequenas, médias e grandes empresas buscam a diferenciação de seus negócios. É uma oportunidade gigante para os parceiros fazerem negócios?, visualiza o executivo.

Para incentivar o canal a realizar negócios, a companhia irá inaugurar até o final do ano um total de 12 centros de competência em todo o mundo. Lá os clientes poderão rodar provas de conceitos para entender os benefícios do flash para seus negócios em termos de acesso a informações em tempo real. O Brasil está na lista dos países que contarão com o centro.

* O jornalista viajou a Las Vegas a convite da IBM

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