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HTC projeta smartphones com telas maiores

A fabricante de smartphones taiwanesa HTC irá lançar smartphones com telas ainda maiores que as de seus atuais modelos de 5 polegadas, e desenvolverá mais aparelhos de baixo custo para o mercado chinês, disse o CFO da empresa nesta segunda-feira.

“Não iremos nos limitar ao segmento abaixo das 5 polegadas”, disse Chialin Chang durante uma conferência na segunda-feira. “Teremos uma linha de produtos mais interessante nos próximos meses, vocês irão ver”.

No final do ano passado a empresa começou a vender seus primeiros smartphones com tela de 5 polegadas e resolução Full HD (1080p), o HTC Butterfly e o Droid DNA.

Rivais já oferecem aparelhos com telas ainda maiores, apelidados de “phablets”, uma contração dos termos Phone e Tablet. Os mais conhecidos são os aparelhos da linha Galaxy Note, da Samsung, cujo modelo mais recente tem uma tela de 5.5 polegadas. Em janeiro a fabricante chinesa Huawei anunciou o Ascend Mate, um aparelho com uma tela de 6.1 polegadas.

A demanda por aparelhos com telas de 5 polegadas ou mais irá mais que dobrar neste ano, com uma projeção para a entrega de 60 milhões de unidades, de acordo com a empresa especializada em pesquisas IHS iSuppli.

A HTC vem lutando para atingir a lucratividade, devido à intensa competição com empresas como a Apple e a Samsung. A empresa estima que no primeiro trimestre deste ano sua arrecadação ficará em cerca de US$ 1.7 bilhões, o que significa uma ligeira queda nas vendas em relação ao trimestre anterior.

A empresa, entretanto, espera mudar sua sorte com o lançamento dos próximos aparelhos, com rumores apontando para o anúncio de um novo “carro-chefe” em Fevereiro. “Certamente esperamos que o anúncio e lançamento de um novo “herói” nos ajude a alavancar a linha de produtos, disse Chang.

A empresa também está expandindo sua atuação na China, atualmente o maior mercado para smartphones em todo o mundo. Embora a HTC tenha a ambição de ser conhecida como uma marca premium, ela planeja lançar mais aparelhos de baixo custo no mercado chinês, focando no segmento de entrada, com preços entre US$ 160 e US$ 320 sem contrato. 

“Vamos reduzir os preços, mas não iremos abaixo de 1000 Yuan (US$ 320)”, disse ele. “Ainda acreditamos que haja uma margem entre 1000 e 2000 Yuan”.

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