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HPE planeja expansão e foca vender todo portfólio como serviço

Em entrevista ao site ZDNet, Antonio Neri, CEO da Hewlett Packard Enterprise (HPE), conta como tem dirigido a cadeia de suprimentos, a base e a cultura de funcionários da HPE que está abrindo escritórios em todo o mundo em meio à pandemia de Covid-19, da qual foi infectado recentemente.

Depois de se recuperar da Covid-19, Neri voltou ao trabalho e contou como a HPE conseguiu recuperar sua cadeia de suprimentos, lançar tecnologia de retorno de trabalho e reabertura de escritórios, e como já planeja uma nova estrutura operacional pós-pandemia para apoiar a mudança de novo modelo de negócios.

Neste período, os trabalhadores da empresa puderam trabalhar remotamente nos 172 mercados da HPE e os clientes puderam apoiar os funcionários com uma “abordagem nativa da nuvem”.

Segundo Neri, já foram abertos 93 escritórios em todo o mundo, mas nenhum nos Estados Unidos. A HPE está no que chama de “fase um”, ou seja, até 20% dos funcionários podem retornar ao escritório.

Quanto aos próximos passos de retomada, Neri diz que a empresa não voltará ao modelo de antes da pandemia e que – tanto a HPE quanto outras empresas – precisará olhar para os arranjos específicos necessários para cada grupo de funcionários, adaptando a uma jornada de trabalho flexível sustentada pela cultura corporativa.

“Acho que o escritório será totalmente redesenhado para proporcionar uma experiência mais colaborativa e inovadora. Provavelmente, até 50% da força de trabalho nunca retornará ao escritório para fazer seu trabalho diariamente. Obviamente, todos eles voltariam ao escritório para realizar sessões de centros de inovação, sessões de colaboração e, finalmente, o aspecto social. É uma oportunidade de mudar a maneira como trabalhamos e proporcionar uma experiência melhor, mas também de racionalizar nossa presença”, disse à ZDNet.

Sobre a demanda da empresa diante da pandemia, Neri diz que ela se mantém, mas está mudando para novas áreas ou áreas diferentes. Segundo o CEO, qualquer infraestrutura ou software que cubra a resiliência de TI está atraindo atenção.

Outra área em destaque nesse período, além da infraestrutura de nuvem e desktop virtual, e computação de alto desempenho, é a segurança. “Então você tem o campus e depois a filial. E agora você tem essas micro filiais, que são todos os nossos escritórios em todo o mundo, nossos escritórios em casa. E, portanto, a segurança é essencial”, disse Neri.

Edge company

Recentemente a HPE comprou o SD-WAN da Silver Peak por US$ 925 milhões para complementar seu portfólio Aruba. Neri observou que a vantagem fornecerá dados para analytics e, finalmente, novos modelos de negócios.

“Queremos ser conhecidos como a empresa de serviço de plataforma edge-to-cloud. E nisso existem três componentes principais. Uma é como serviço, porque, obviamente, os clientes querem consumir suas soluções de maneira mais direcionada ao consumo, pagando apenas pelo que você consome. E essa experiência, no centro, é a simplicidade e a automação de todos os aplicativos e dados, onde quer que eles morem. Obviamente, edge é a próxima fronteira. E dissemos há dois anos que a empresa do futuro será centrada em edge, ativada na nuvem e orientada a dados. Bem, adivinhe? O futuro está aqui agora. A vantagem é onde vivemos e trabalhamos. E assim, para nós, à medida que os clientes aceleram a transformação digital, o primeiro passo nessa jornada é a conectividade. E é aqui que é essencial ser uma plataforma de ponta”, conta.

Quando questionado sobre computação e armazenamento, Neri diz que computação e armazenamento ainda são os principais negócios da HPE e que ganharam ainda mais destaque devido à importância e a popularidade dos dados.

Software como serviço

Ezmeral, a nova marca de software da HPE, é uma alternativa que pode competir com o VMware e o Red Hat OpenShift. Existem outros ativos de software no portfólio, como o GreenLake e o HPE InfoSight.

“Nossa estratégia é ser um verdadeiro software livre, autônomo, inteligente e seguro, e poder conectar todas as suas bordas e nuvens de uma maneira muito automatizada. E já conquistamos um número bastante significativo de clientes por causa do HPE Ezmeral”, conta. “Trata-se de terrenos e expansão com novas cargas de trabalho e fornecimento de serviços gerenciados para toda a propriedade”, complementa.

Com o objetivo de tornar todo o portfólio como serviço, Neri diz que se trata de uma “jornada” até que de fato se impulsione a receita. “Obviamente, há um componente de aceitação do cliente. Mas o fato de os clientes já terem adotado o modelo de consumo, transferindo algumas cargas de trabalho para a nuvem, informando que o modelo OPEX é algo que está sendo adotado cada vez mais do que apenas um modelo CAPEX. […] Vemos o crescimento, vemos o momento, mas obviamente quando você é (uma grande) empresa, dinamizar tudo nesse modelo levará tempo”, comenta.

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