HP vai migrar todo o portfólio HP FlexNetwork para OpenFlow até o fim do ano

Mostrando sua total crença no conceito de redes definidas por software (SDN, da sigla em inglês), a vice-presidente sênior de networking da HP, Bethany Mayer, afirmou, na segunda-feira (07/05), que a companhia pretende migrar todo o seu portólio de arquitetura HP FlexNetwork para o padrão OpenFlow até o final deste ano. “Temos a maior base instalada de switches OpenFlow do mundo, são 16 plataformas. Vamos expandir isso para todo o portfólio ao longo deste ano”, prometeu a executiva, durante o Interop 2012, evento sobre infraestrutura em redes realizado pela UBM em Las Vegas (Nevada, EUA).
O padrão OpenFlow, que tem como intuito facilitar o gerenciamento de redes virtualizadas, foi criado após um trabalho de seis anos realizado conjuntamente entre Universidade de Stanford e de Berkeley. O resultado foi aprovado pela Open Networking Foundation (ONF) e, segundo a HP, torna-se, aos poucos, uma infraestrutura de padrão aberto.O protocolo também oferece padronização, permitindo que todo controlador transmita um conjunto de regras padronizadas a qualquer switch que esteja nos moldes, não importando o fornecedor.
A sinalização para um hardware cada vez mais integrado com o software em infraestrutura de network veio quando no inicio do ano, durante a Global Partner Conference (GPC), a companhia anunciou o lançamento do portfólio de switch dentro do modelo, agregando as séries de produtos HP 3500, 5400 e 8200.
“Fazendo uma analogia à década de 90, temos hoje com o OpenFlow algo parecido com a introdução do desenvolvimento e padronização Access Point. Durante esse processo, as empresas se deram conta da importância desse padrão. Isso aconteceu por seis, sete anos, e muitos fabricantes não chegaram a ter esse ponto de desenvolvimento em caso de switches”, comentou Carlos Meza, gerente de produtos para Américas da área de networking da HP.
“A grande questão do mercado hoje é como adaptar as redes para as necessidades de cloud computing. Clientes estão acostumados, hoje, a fazer desenvolvimento de aplicações de forma artesanal, mas existe uma pressão muito grande no mercado porque já há opções para a entrega instantânea de aplicações”, contextualizou Meza.
*A jornalista viajou aos Estados Unidos a convite da HP
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