Em 2015, em uma das maiores rupturas corporativas da história do Vale do Silício, a Hewlett-Packard se separou em duas. A Hewlett Packard Enterprise (HPE) foi criada para lidar com data centers, software e serviços, enquanto a HP Inc. cuidaria de impressoras e computadores.
Não era um segredo que a HPE era a prole privilegiada: a sua responsabilidade era ajudar os clientes a navegar na lucrativa era em torno de dados, aplicativos e computação em nuvem. Além disso, ainda seria liderada por sua famosa executiva, Meg Whitman.
Quase dois anos após a divisão – e com ambas as empresas se preparando para anunciar ganhos trimestrais – os pressupostos foram revirados. A HP Inc. abraçou mais produtos e aumentou a receita, apesar dos gastos desmedidos em computadores e impressoras.
“A HP Inc. teve desempenho surpreendentemente bom por estar em PCs e impressoras”, disse David Heger, analista da Edward Jones. A HPE, entretanto, não conseguiu atender às projeções de vendas por quatro trimestres consecutivos.
Depois de chegar à Hewlett-Packard Co. em 2011, Meg inicialmente se opôs à divisão, mas eventualmente mudou de ideia, argumentando que a medida permitiria que cada lado fosse mais ágil. Em abril, Whitman completou uma fusão de seus negócios de serviços, girando e formando uma nova empresa, a DXC. A companhia quer fazer algo semelhante com os principais negócios de software no próximo mês.
“Claramente, a separação foi positiva para nós”, disse Enrique Lores, presidente da empresa de Imaging, Printing and Solutions da HP Inc., em entrevista. “Conseguimos fazer coisas que nunca teríamos sido capazes”.
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