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Home office e equilíbrio entre vida pessoal e profissional: o que talentos mais valorizam

Os profissionais de tecnologia não olham apenas o salário antes de decidir trabalhar em uma empresa. Com a taxa de desemprego no setor em níveis baixos e muitos talentos satisfeitos com o seu emprego atual, as organizações precisarão encontrar novas maneiras de atrair talentos.

Um relatório da Dice afirmou que “2020 é o ano para as empresas cumprirem suas metas de recrutamento, entendendo e atuando sobre os salários e benefícios que os profissionais de tecnologia valorizam”. Para compreender as expectativas e receios dos talentos, a pesquisa também analisou as suas preocupações.

Segundo o levantamento, cerca de 12% estão preocupados em encontrar um novo emprego que corresponda às suas competências e 11% citaram preocupação em manter as suas habilidades atualizadas. O menor da escala de preocupação, com apenas 1%, foi a realocação de posições.

Os benefícios “padrão”, como assistência médica, alimentação e transporte podem não ser suficientes para atrair os melhores talentos. Portanto, os empregadores precisam repensar as suas ofertas. O estudo mostra que os profissionais de tecnologia estão interessados ​​em benefícios emergentes, como reembolso de mensalidades (que 48% manifestaram interesse, embora apenas 25% relatem recebê-lo como benefício), programas de bem-estar (45% manifestaram interesse, um aumento de 6% em relação ao ano passado), licença maternidade / paternidade (45%, um aumento de 11% em relação ao ano passado) e oportunidades de trabalho voluntário remunerado (35%, um aumento de 7% em relação ao ano passado).

Além desses benefícios, o trabalho remoto também apareceu como destaque: 61% disseram que desejam trabalhar remotamente pelo menos metade do tempo, mas a demanda não é atendida pelos empregadores – apenas 24% têm essa flexibilidade e 16% disseram que a prática não é permitida na sua atual posição.

O equilíbrio entre vida profissional e pessoal está no topo das necessidades desses talentos, com 40% afirmando que esse ponto impulsiona a motivação. Essa demanda, inclusive, apareceu com taxas mais altas do que reconhecimento (33%), benefícios de saúde ou aposentadoria (31%) e maior remuneração ou promoção (26%). Há indícios, no entanto, de que os profissionais não estão satisfeitos com o “equilíbrio” na sua posição atual, com 53% se descrevendo como “esgotados“.

Para os especialistas, as estratégias para melhorar o equilíbrio entre vida pessoal e trabalho dos funcionários incluem benefícios como o incentivo à socialização e ao tempo livre e flexibilidade de horário.

A pesquisa constatou, por fim, que os profissionais de tecnologia estão menos propensos a mudar de empresa. No entanto, 71% dos participantes afirmaram que considerariam mudar de emprego para buscar remuneração mais alta e 41% para encontrar melhores condições de trabalho.

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