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Hitachi Vantara: uma startup dentro da gigante japonesa

Uma startup dentro da gigante japonesa Hitachi. É dessa forma que Sergio Severo  (foto) define a posição da Hitachi Vantara. O executivo é vice-presidente e gerente geral da Hitachi Vantara para América Latina, sendo responsável pela estratégia da companhia em toda a região.

A Hitachi Vantara foi criada em setembro de 2017 a partir da união de três companhias: Hitachi Data Systems, antiga divisão de soluções de storage; Hitach Insight, focada em automação industrial e internet das coisas (IoT); bem como a Pentaho, empresa com foco em análise de dados, adquiria pela Hitachi em 2015. O foco da nova empresa é unir esses três pilares e ser um forte player em transformação digital.

Severo assumiu o cargo há um ano e avalia os primeiros 12 meses da melhor forma possível – até melhor do que imaginava. Segundo ele, a empresa elaborou um planejamento de dobrar o faturamento das operações na América Latina em dois anos. A meta já foi atingida agora – e isso inclui o Brasil. “Tivemos um começo devagar no Brasil, mas o terceiro trimestre (do ano fiscal, de outubro a dezembro de 2018) representou a recuperação de todo o ano”, apontou o executivo, em entrevista à Computerworld Brasil, durante visita às operações da empresa em São Paulo.

Severo esteve no País na última semana para reforçar mensagens locais com clientes, parceiros e funcionários. Uma delas é a do momento de transição da companhia, indo além do consolidado negócio de storage, que hoje representa metade dos negócios da empresa – mas, há um ano, correspondia a 80%. “Os clientes estão comprando projetos, incluindo IoT e Analytics”, destacou.

O foco é aproveitar o momento de transformação digital do mercado para prover soluções de inteligência para organizações dos mais diversos portes e indústrias, provendo informações relevantes e partir de dados capturados. Atualmente, a Hitachi Vantara representa apenas 10% do faturamento global da Hitachi, mas Severo está confiante que esse número crescerá exponencialmente nos próximos anos, considerando as oportunidades deste mercado.

Estratégia digital

Severo destaca que a Hitachi Vantara está inserida no guarda-chuva de inovação social, resumida na estratégia SEAM – Store, Enrich, Activate e Monetize.

O primeiro pilar é o de armazenamento, com os equipamentos de storage, representando a proteção e armazenamento de dados com menor custo possível. O segundo deles é o de enriquecer, aproveitando os dados e insights analíticos para gerar um novo contexto que torna dados mais inteligentes.

Na sequência, a estratégia é ativar – integrar e orquestrar os ativos de dados e aproveitar a análise para gerar ideias acionáveis para cada interação. E, por fim, monetizar os dados com informações relevantes para o negócio.

Otimismo no Brasil

Severo vê o Brasil em um novo momento de negócios, com uma tendência de otimismo após a entrada do novo governo e novas políticas que devem ser adotadas.

“Otimismo para os negócios é chave. Quando você está em um momento otimista, usa 100% do cérebro”, comparou o executivo, confiante no novo momento do país, que, para ele, deve gerar diversas oportunidades.

O Brasil é o principal mercado da Hitachi Vantara na América Latina, com cerca de 100 funcionários, e escritórios em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Neste ano, a ideia é abrir em Belo Horizonte e Porto Alegre.

Outra novidade recente no País é a nomeação de Claudio Tancredi para o cargo de country manager. O executivo foi nomeado em setembro do ano passado e traz forte experiência no mercado de software, sobretudo da SAP e Oracle, sua última experiência antes da mudança.

Mesmo caso do próprio Severo, outro ex-SAP. Dois movimentos claros da mudança de foco da Hitachi Vantara, em busca do mercado de software de inteligência. “Não estamos mais na TI, estamos no core.”

“O Brasil vai explodir nos próximos anos”, completou Severo.

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