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Hiperconexão, internet das coisas, Big Data. Haja performance de rede!

Estamos rumo a um mundo hiperconectado. Pessoas e empresas se interconectam de forma crescente, sejam em redes sociais, em dispositivos com acesso remoto a documentos, em compartilhamento de dados, vídeos, imagens etc. A hiperconexão parece ser um caminho sem volta. Para se ter uma ideia, segundo a Associação Brasileira de Telecomunicações – Telebrasil, em abril de 2014 o Brasil registrou 150 milhões de acessos à internet em banda larga, o que representa um crescimento de 51% em comparação com o mesmo período de 2013. Foram ativados, nos últimos 12 meses, 51 milhões de novos acessos. A Anatel informou que no mesmo mês, o país contabilizou 273,6 milhões de linhas ativas na telefonia móvel.
As conexões móveis máquina-a-máquina (M2M) também não ficam atrás. De acordo com estudo da Convergência Research encomendado por uma fabricante de chipsets para dispositivos móveis, o Brasil é o terceiro maior mercado do mundo em número de conexões M2M móveis, com 8,3 milhões de conexões. A “internet de todas as coisas” cresceu nove vezes em cinco anos, empatando com o Japão, com quase 8 milhões de conexões. O uso de redes sociais também cresce. O Facebook informa que tem 1,19 bilhão de usuários em todo o mundo e o relatório da Pew Research sobre uso da internet em países emergentes revela que 73% dos brasileiros que têm acesso à internet usam redes sociais. O Egito lidera com 88%.
Essa tendência, no entanto, coloca um desafio para o setor de telecomunicações. As conexões precisam ter altíssima performance, disponibilidade, escalabilidade e, claro, segurança, o que é possível somente com tecnologias de próxima geração. O próprio ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, reconheceu que as empresas brasileiras de telecomunicações precisam fazer investimentos em construção, ampliação e modernização de redes para assegurar o crescimento de setores como o de comunicações M2M.
As demandas futuras exigem sistemas operacionais de rede com arquitetura escalável, capaz de propiciar alta velocidade e máxima eficiência. E que tenham arquitetura de serviços em nuvem e atendam requisitos de virtualização multi-tenancy.
Também é necessário garantir segurança aliada à performance para processamento de tráfego cifrado SSL (Secure Socket Layer); uma vez que tal protocolo está presente em muitas aplicações em nosso dia-a-dia; tais como Redes Sociais, Sites de e-commerce ou internet bank. Outros recursos de segurança como Web Application Firewall (WAF), DNS Application Firewall (DAF), proteção DDoS, e SSL Intercept (SI) se tornaram imprescindíveis.
As novas gerações de Data Centers que fornecerão infraestrutura para esta nova demanda pedem por alta disponibilidade de aplicações de forma local e global além da redução expressiva da latência da rede, com balanceamento de carga e com recursos avançados na segurança de aplicações.
Todas as características acima podem ser entregues por uma plataforma de ADC (Application Delivery Controller) na rede. Tais ADCs podem também contribuir para melhorar a experiência dos usuários dos Provedores de serviços por meio de técnicas como TCS (Transparent Cache Switching) ou Traffic Steering, assim como oferecer gateway de tradução de protocolos IPv4 ? IPv6, haja vista o esgotamento do IPv4 e o crescimento das redes IPv6.
Custo é outro fator importantíssimo. Sendo uma tecnologia de próxima geração, é preciso oferecer diferenciais financeiros que permitam sua adoção com máxima economia na aquisição (CAPEX) assim como na manutenção da mesma (OPEX).
Buscamos mostrar o panorama atual das telecomunicações e apontar alguns caminhos para que as operadoras de telefonia possam fazer frente ao incrível crescimento da demanda trazida com a conexão e que deve aumentar ainda mais à medida que o fenômeno da hiperconexão se avolume.  Para tanto, em termos de tecnologias de próxima geração, as palavras de ordem, sem dúvida, são disponibilidade, performance, escalabilidade e segurança.
Finalmente, o investimento em uma infraestrutura de ADC para atender à HiperConexão deve levar em consideração o suporte à crescente demanda por virtualização e automação da plataforma – o que garante sua integração aos preceitos de SDN, do inglês Software-Defined Network, cuja adoção do modelo deve baratear entre 20 e 40% os projetos de infraestrutura de TIC.
* Daniel Junqueira é Senior Sales Engineer da A10 Networks

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