Notícias

Grupo Arcel troca desktops por thin clients

A possibilidade de reduzir custos, facilitar serviços de manutenção e troca de equipamentos levou o Grupo Arcel – que concentra 16 concessionárias de veículos e três hotéis no interior de São Paulo – a investir na migração dos desktops para thin clients (terminais magros).

Segundo Alessandro Ortolani, gerente de TI da empresa, o projeto, que consumiu mais de 700 mil reais, começou nas máquinas usadas para atendimento nas lojas do grupo. E, devido ao sucesso da iniciativa, foi expandido para outras áreas da corporação. “Em 2004, fizemos um estudo de viabilidade com os thin clients”, diz. “Em comparação aos desktops, esse tipo de equipamento trazia muito mais eficiência e segurança, além do custo reduzido”, acrescenta o executivo.

Para o sucesso da iniciativa, ressalta Ortolani, é preciso alguns cuidados. “A infraestrutura de rede tem de ser preparada para aguentar o tráfego de dados, que vai aumentar muito”, explica o gerente.

Em cada loja do grupo, dois servidores IBM Xseries 345, em redundância, garantem o desempenho para os sistemas utilizados. Ortolani explica que os funcionários acessam, basicamente, softwares corporativos e e-mail por meio dos thin clients. “Qualquer empresa que tenha um ambiente parecido, no qual são utilizados, principalmente, sistemas corporativos, pode optar pelo thin client sem problemas”, afirma.

Além dos investimentos em infraestrutura, a empresa precisou modificar alguns sistemas que eram utilizados. Ortolani conta que os catálogos de peças, por exemplo, rodavam em um aplicativo que não permitia o acesso por vários usuários ao mesmo tempo. Por conta disso, foram necessárias algumas adaptações de software.

Atualmente, o custo das máquinas não é tão atrativo. Na época em que o Grupo Arcel começou a investir em thin clients, o custo desses equipamentos era 50% mais baixo do que o de máquinas tradicionais. Hoje, o preço é praticamente o mesmo.

Mesmo assim, há um ganho significativo em licenças, energia e manutenção. “Só precisamos comprar uma licença de anti-vírus, por exemplo”, diz Ortolani. A segurança é outro ponto forte. Não há como os usuários instalarem programas que colocariam em risco as máquinas ou dados importantes da companhia.

Os gastos com energia também são bem menores, o que, além da economia, contribui para a preservação do meio ambiente. Nessa área, no entanto, os investimentos do Grupo Arcel não se limitaram aos thin clients. A empresa trocou os monitores tradicionais por telas de LDC, que consomem menos energia e espaço.

Recent Posts

SpaceX, Anthropic e OpenAI enfrentam riscos em possíveis IPOs

SpaceX, Anthropic e OpenAI estão no radar de Wall Street para possíveis aberturas de capital…

13 horas ago

Sistemas legados: como tomar decisões para garantir resiliência em setores críticos

por Eduardo Honorato Falar sobre infraestruturas críticas na Era Digital tem sua própria complexidade dentro…

16 horas ago

Sem equipes preparadas, IA não entrega transformação

A adoção de inteligência artificial (IA) nas empresas não depende apenas da disponibilidade de ferramentas.…

18 horas ago

Cohesity obtém patente para aplicar IA diretamente em dados de backup corporativos

A Cohesity anunciou a concessão da Patente Nº 12.619.501 pelo Escritório de Patentes e Marcas…

2 dias ago

Para Diogo Cortiz, maior desafio da IA é a falta de capacidade crítica para questionar suas respostas

Diogo Cortiz, professor da PUC-SP e doutor em Tecnologias da Inteligência e Design Digital, tem…

2 dias ago

Agentes de IA vão dar “superpoderes” a profissionais de TI, diz DJ Sampath, da Cisco

DJ Sampath chegou aos Estados Unidos há 30 anos com oito dólares no bolso e…

2 dias ago