Quando falamos em licitações, automaticamente pensamos na relação entre governo e grandes empresas. No entanto, isso é um preconceito que foi condicionado no mercado, pois, apesar de ser uma situação crescente, ainda se ouve muito pouco sobre startups participando licitações.
O Brasil está passando por uma crise sem precedentes e, por falta de conhecimento, muitas empresas enxergam o governo como algo inacessível, e não como um ótimo canal para se fazer negócios. Considerando tais circunstâncias, a relação entre startups e a administração pública apresenta desafios, mas também muitos atrativos.
Com o começo da modalidade pregão (presencial e eletrônico), o processo de licitação ficou muito mais simples. Além disso, foram criadas leis para beneficiar as microempresas, empresas de pequeno porte e os microempreendedores.
Existem empresas no mercado que se dedicam a desmistificar a ideia de que startups e pequenas empresas não podem entrar no mundo das licitações. É exatamente o contrário, pois se trata de um campo a ser explorado continuamente, onde sempre surgem oportunidades imperdíveis. Só no primeiro trimestre de 2019 o Governo Federal movimentou mais de 4 bilhões de reais na compra de produtos e serviços, foram mais de 14 mil processos licitatórios e 34,12% desse número tiveram participação de ME/EPP e startups.
*Thiago Rocha é diretor da Consultoria LicitaBR
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