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Google vai encerrar suporte ao Internet Explorer 6

O Google anunciou que o Google Docs não terá mais suporte ao navegador Internet Explorer 6, lançado há quase nove anos, a partir do dia 1º de março.

Ironicamente,
se o Google tomasse medidas anti-IE6 antes de ter suas redes
corporativas invadidas no final do ano passado, talvez não tivesse
considerado abandonar o mercado de buscas da China.

“Vamos
começar a parar com o suporte, começando com Google Docs e Google
Sites”, disse o gerente de produtos da empresa, Rajen Sheth, em um post
feito no blog do Google na sexta-feira. “Como resultado, você pode
perceber que, a partir de 1 de março, alguns recursos dos aplicativos
não funcionarão em versões antigas de navegadores.”

A nova lista
de navegadores com suporte do Google omite o IE6, assim como programas
antigos, incluindo o Firefox 2.0, Safari 2.0 e o próprio Chrome 3.0 do
Google. O IE6 é o mais velho do pacote, lançado em agosto de 2001. Em
comparação, o Firefox 2.0 foi lançado em outubro de 2006, o Safari 2.0
em abril de 2005 e o Chrome 3.0 em setembro de 2009.

Usuários
que rodam navegadores antigos devem atualizá-los para versões mais
recentes, disse Sheth, que colocou links para downloads do IE8, Firefox
3.6, Safari 4.0 e Chrome 4.0. O último está disponível em versão final
apenas para Windows. O Chrome 4.0 para Mac ainda está em versão beta.

A
ação do Google é apenas a mais recente na tentativa da indústria de
abandonar o IE6. A campanha começou em fevereiro de 2009, quando o
Facebook pediu para usuários do navegador atualizarem para uma versão
mais recente. Pouco depois foi a vez do YouTube pedir o abandono do
IE6. Um manifesto “IE precisa morrer”, feito no Twitter, acumulou mais de 14 mil assinaturas.

Até
a própria Microsoft entrou na batalha contra o IE6, mesmo admitindo que
a briga será dura, já que muitas empresas ainda usam o antigo
navegador. O IE6 também representa metade dos navegadores usados na
China, de acordo com números recentes da NetApplications.

A
Microsoft promete suporte ao IE6 até abril de 2014, quando abandonará
totalmente o suporte ao Windows XP, sistema operacional que acompanhava
o navegador.

O uso interno do IE6 permitiu que crackers
invadissem as redes corporativas e fizessem uso de propriedades
intelectuais da empresa. Os ataques, que foram explorados através de
uma vulnerabilidade recentemente corrigida, mostraram que o Google e
dezenas de outras grandes companhias ocidentais usam o navegador antigo
da Microsoft.

De acordo com a NetApplications, o uso do IE6
diminuiu drasticamente no ano passado. Em dezembro, a parcela do
mercado do navegador era de 21%, comparado a 34% em dezembro de 2008.

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