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Google+: será que é bom ter círculo de inimigos?

O general chinês e estrategista militar Sun-tzu disse “mantenha seus amigos perto e seus inimigos mais perto ainda”.

Claro que o Gen.Sun-Tzu estava se referindo à arte da guerra e à natureza da política. Entretanto, essas palavras ainda são verdadeiras na arena empresarial, onde amizades são feitas e dissolvidas regularmente e temos que percorrer grandes extensões para nos proteger dos “frenemies” (inimigos disfarçados de amigos) que todos temos no local de trabalho.

Muito se diz sobre o conceito de frenemy (pode ser um inimigo disfarçado ou um amigo ou parceiro que é seu competidor e rival), o bom senso dita que eles sejam evitados a todo custo. Em alguns casos, isso é impossível, então o melhor a fazer é ficar de olho neles, assim como sugeriu o general Sun-Tzu.

Isso nos leva ao conceito por trás dos círculos do Google+, que permitem que o usuário personalize e categorize seus amigos em grupos. Os círculos comuns são família, amigos, empresa, vizinhos, etc. O interessante sobre os círculos é a possibilidade de arrastar e largar seus amigos até eles, e consequentemente você controla quais informações quer compartilhar.

Então aqui está a questão: com o Google+ é uma boa ideia criar um círculo de “frenemies” – um no qual você possa jogar as pessoas e continuar de olho em suas atualizações, enquanto só compartilha informações escolhidas a dedo?

Em um e-mail, o especialista em rede social Julian Smith, disse que tem um amigo que criou um círculo na rede social com um palavrão leve e que as pessoas nessa categoria “agradeciam a ele por terem sido incluídas em seu círculo, mas não tinham ideia, o que era hilário”.

Um círculo de “frenemies” poderia ser um aliado poderoso nos ambientes corporativos, dando a oportunidade de seguir as pessoas com as quais você nunca se conectaria no Facebook ou LinkedIn. Claro que informações desencontradas e fraudes são táticas maquiavélicas no ambiente de trabalho e pode facilmente custar o emprego de alguém, mas ambas são comuns nos ambientes corporativos de hoje. O Google+ apenas facilitou a automatização do processo.

Smith afirmou que “o problema do uso dos círculos é que eles removem a importância do ato social de ‘cortar relações””. No Facebook, o ato de cortar relações é usado para enviar uma mensagem clara afirmando que a pessoa não é mais sua amiga ou companheira de trabalho.

E aqui vamos analisar um lado negativo que é se seu “frenemy” descobrir que está no círculo com esse título; esse fato poderia transformar a sua carreira em uma confusão. Também a procura de “frenemies” leva tempo, tempo que seria melhor gasto em atividades mais produtivas.

Segundo Smith, “o maior problema não está nos círculos mas no nome que se dá a eles. As pessoas, não tem natureza de confrontar, mesmo que seja apenas rotular negativamente de forma privada. Conforme vamos amadurecendo começamos a ignorar essas pessoas. Dar atenção e até mesmo colocá-los em qualquer círculo, é demais”.

Os círculos “frenemies” se tornarão parte da nomenclatura do Google+, e pode ser um sinal das coisas que estão por vir nas redes sociais, onde a categorização dos contatos pode ter ramificações políticas. Talvez, a melhor coisa que o Google poderia fazer, seria permitir que todos soubessem os nomes dos círculos nos quais foram incluídos, prevenindo que usuários usassem técnicas questionáveis ao lidar com as pessoas.

Deixando o conceito de amigos e inimigos, o conceito dos círculos no Google+ pode ser muito. “A parte interessante é que o Google+ categoriza seus amigos em círculo da mesma foram que você já faz na sua cabeça. Isso significa que a empresa é melhor em emular a categorização de amigos do que o Facebook. O Google parece estar mais atento aos gostos e desgostos das pessoas. Isso pode ser porque eles entendem melhor o conceito de privacidade” afirmou Smith.

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