O Google declarou ser contrário às medidas da Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos (NSA, na sigla em inglês) em sua política de monitoramento online. No mês passado, o órgão assumiu ter controle e espionar conteúdos privados de residentes nos EUA e em algumas localidades internacionais compartilhados na internet em prol da “segurança nacional”, marcando uma série de debates no mundo virtual sobre limites da liberdade individual na rede.
Em publicação no Google Plus na última terça-feira, 18, o Google se comprometeu a trabalhar com transparência para que usuários possam entender melhor o alcance dos requerimentos de dados feitos pelo Governo. “Apesar disso, maior transparência ainda é necessária, e por isso enviamos uma petição à Foreign Intelligence Surveillance Court (FISA) pedindo permissão para agregar números de pedidos de segurança nacional e da FISA separadamente”, diz o comunicado. Isso significa que a intenção da companhia é detalhar as solicitações por dados dos usuários, mas não há clareza sobre o real conteúdo das informações compartilhadas com os órgãos oficiais. “Atender pedidos de segurança nacional com solicitações criminosas – assim como algumas companhias permitiram que seja feito – seria um retrocesso para nossos usuários”, defendeu.
Além do Google, o Twitter também se opôs às iniciativas do governo dos EUA. Outros gigantes de tecnologia, como Facebook e Microsoft, estão na lista das organizações que cooperam com os agentes oficiais fornecendo informações, incluindo acesso direto aos data centers, segundo relatos.
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