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Google Pay quer democratizar acesso a compras online no Brasil

Um movimento não exatamente recente sobre pagamentos via dispositivos móveis tem ganhado mais espaço. O Google Pay, por exemplo, chegou por aqui em outubro de 2017 no mundo on-line e passou para o off-line em novembro do mesmo ano.

Ele é a carteira digital do Google disponível para dispositivos Android. Se você tem um iPhone, a empresa alerta que o aplicativo só funciona nos Estados Unidos.

Inclusive, por lá, segundo dados de outubro da eMarketer, o concorrente Apple Pay atingiu 30 milhões de usuários ativos, contra 12 milhões do serviço do Google.

Basicamente, se você tem um smartphone com NFC (Near Field Communication) e realiza compras com cartão, pode optar por adicioná-lo ao seu dispositivo e deixar o cartão em casa. Já existem centenas de maquininhas e estabelecimentos compatíveis.

Porém, tratando-se de exclusividade, o Google lançou em outubro a função de débito online, que não necessita de um dispositivo com chip NFC, de fato.

Em um evento online em agosto para desenvolvedores, a companhia inclusive chegou a dar pistas da nova funcionalidade.

Segundo estudo da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) aponta que 61% dos internautas fizeram alguma compra usando aplicativos de lojas nos últimos 12 meses.

Neste caso, eles podem optar tanto pelo crédito quanto pelo famoso boleto. Que é exatamente o ponto que o Google quer “acabar”.

Dois ambientes

Usuários do Google Pay tem a opção de realizar as compras tanto no mundo off-line quanto no on-line. Entre os bancos parceiros, instituições como Banco do Brasil, Banrisul, Bradesco, Caixa, Itaú, Neon, Next, Porto Seguro Cartões e outras estão inclusas.

Felipe Cunha, Head de Parcerias do Google Pay na América Latina, exemplifica as duas vertentes. A primeira é no off-line, “onde o cliente vai lá, adiciona seu cartão [ao app] e via NFC paga compras no comércio físico”. Já a segunda “é o Google Pay online, para aplicativos e sites”.

“Para o ambiente off-line, a pessoa tem que ter um celular que tenha o chip NFC. E não são todas as pessoas do Brasil que têm isso”, diz o executivo.

De fato, não é uma característica comum em todos os smartphones disponibilizados no país ter chip NFC. A tecnologia, inclusive, vem sendo testada para pagamentos de passagens de ônibus em algumas cidades do país.

Já no ambiente online, o uso é mais democrático, como diz Cunha. Isso porque a solução “funciona em 99.999…% dos Androids e qualquer usuário pode fazer uma compra com o Google Pay”.

Sem dar detalhes numéricos, Cunha ainda cita que o uso nos dois ambientes, on-line e off-line, “tem crescido muito”.

Facilidade para lojistas

Qualquer lojista online pode adotar a solução de pagamentos do Google, o que inclui a de débito. A API é gratuita, de fácil instalação e leva um prazo de cerca de uma semana para sua implementação.

Cunha diz que a API “tem dez linhas de código e não necessita assinar nenhum contrato com o Google”. Com a novidade de pagamentos por débito on-line, existem dois beneficiados diretos: 1) consumidores que não possuem cartão de crédito; 2) lojistas.

Ele explica que antes do lançamento, nove lojistas trabalharam em conjunto com a equipe do Google. A solução é exclusiva para o Brasil e foi pensada naqueles cartões que têm múltipla função.

Para os lojistas, Cunha relaciona três vantagens específicas que podem ser sentidas com a chegada da funcionalidade:

  • Não precisa depender só do boleto;
  • Tarifas menores em relação a pagamentos com crédito;
  • O recebimento do pagamento é por volta de dois.

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