No ano passado, quando o CEO da Apple, Steve Jobs, apontou a tecnologia Flash, da Adobe, como lenta, insegura e repleta de falhas. Depois disso, o Google se prontificou a apoiar o Flash e deu suporte a plataforma em seu sistema operacional móvel, o Android.
Na terça-feira (28/06), a empresa voltou atrás e apresentou o Swiffy, uma ferramenta online, ainda em fase experimental, que pode converter arquivos Flash (SWF) em HTML5. Os arquivos convertidos podem ser rodados em um navegador de rede moderno sem o plug-in, o que significa que irá funcionar em dispositivos iOS, da Apple, entre outros.
Segundo afirmou o gerente de produto do Google, Marcel Gordon, no blog oficial empresa, “esta ainda é uma versão precoce, então não converte todo o conteúdo Flash, mas funciona bem com anúncios e animações”.
O Swiffy traduz animações em um componente JSON completado com código ActionScript 2.0, que é convertido para SVG, HTML5 e CSS. Gordon afirma que os arquivos convertidos são quase tão pequenos quanto os originais.
Apesar de a empresa ter recentemente apresentado suporte HTML5 em sua ferramenta de criação de anúncios, a DoubelClick Studio, ela ainda não abandonou completamente o Flash. A habilidade de reproduzir vídeos e animações por meio do serviço – encontrados por toda a rede – nos hardwares Android continua como um ponto importante de diferenciação entre os dispositivos iOS. Mas, ao fornecer uma ferramenta que ajuda os conteúdos a saírem desse formato, o Google se junta ao crescente número de empresas – incluindo a Adobe – que promovem o HTML5.
A Adobe já oferece aos desenvolvedores uma maneira de converter conteúdo Flash para o código nativo iOS com a tecnologia Flash Packager. Em março, a empresa apresentou o software “Wallaby” que converte arquivos Flash Professional em código HTML5 e atualmente trabalhando em uma ferramenta chamada Edge, para criar gráficos animados usando HTML5, CSS e Javascript.
Com a criação de tantos caminhos que divergem do Flash, não é precipitado pensar que ele está com os dias contados. Certamente há evidência limitada que sugeremdecrescente interesse no desenvolvimento Flash. E aqueles que não morrem de amores pela tecnologia não se acanham ao desejar que ele suma de uma vez.
Mas o analista de pesquisas da Frost & Sullivan sugere que as notícias da morte do Flash são prematuras. Ele apontou que o Adobe Flash tem apoio de somente 12% dos tablets em 2010 como resultado do domínio do mercado pelo iPad. Finalle espera ver um apoio de Flash em 38% dos tablets até o final de 2011. E antevê que dentro de alguns anos, o Flash terá apoio na maioria dos tablets.
Saiba mais:
Adobe Wallaby transforma Flash em HTML5
HTML 5: o que muda para o usuário corporativo
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