Chip de segurança da Google promete avanço no mercado de nuvem

O Google começa a preparar os detalhes técnicos do seu novo chip Titan, que deverá ser divulgado nesta quinta-feira (24/08). O hardware é um recurso de segurança elaborado para sua rede de computação em nuvem, com o objetivo de avançar no mercado dominado pelos concorrentes Amazon e Microsoft.

O dispositivo é do tamanho de um pequeno brinco que o Google instala em cada um dos servidores e placas de rede que ocupam seus centros de dados dedicados a alimentar seus serviços de nuvem. Com esse chip de segurança, o Google espera avançar no mercado mundial de computação em nuvem, segmento que o Gartner, instituto de consultoria de tecnologia, prevê que valha em torno de US$ 50 bilhões.

O Titan verifica o hardware para garantir que não tenha sido adulterado, segundo Neal Mueller, chefe de marketing de produtos de infraestrutura para o Google Cloud Platform. Se alguma coisa estiver alterada, o chip impedirá que a máquina seja iniciada.

Titan e o avanço no mercado da nuvem

O Google quer crescer no mercado mundial de nuvem. Hoje, segundo o Synergy Research Group, a Amazon tem 41% de participação, seguida pela Microsoft, com 13%, e Google, com 7%. O Titan, que foi anunciado em março, faz parte da estratégia do Google para diferenciar seus serviços e atrair clientes empresariais de setores com regulamentos complexos, como os de instituições financeiras e o campo médico. O Google usa o Titan para proteger os servidores que executam seus serviços, como o motor de buscas, Gmail, e o YouTube. A empresa se mostra otimista e diz que o chip já está dando resultado.

Um dos motivos que levaram ao desenvolvimento do Titan é a preocupação de operadores de centro de dados. Cibercriminosos e hackers têm condições de invadir os servidores a partir da montagem, feita principalmente por empresas de hardware na Ásia, ou seja, antes mesmo de chegar aos Estados Unidos.

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