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Ainda nem lançado, óculos do Google podem ter anúncios

O hábito de coleta de dados na internet, como forma de mapear o comportamento dos usuários e criar propagandas direcionadas, pode se estender para o Google Glass, os óculos do Google com realidade aumentada, e para outros dispositivos que possam surgir daqui para frente. A constatação foi feita durante o colóquio realizado na primeira quinzena de abril com o tema ?Cibridismo: como essa tendência afetará a TI? para comemorar 12 anos do IT Web completados no último mês.

Participaram da discussão a advogada Juliana Abrusio, da Opice Blum Advogados; Bob Wollheim, fundador da Appies; Rafael Rez Oliveira, consultor de SEO, fundador da Webestratégica e blogueiro do IT Web; Bráulio Medina, responsável por inovações e desenvolvimento de negócios da uberVU e blogueiro do IT Web, e Leandro Rubim de Freitas, coordenador dos cursos tecnológicos da Fiap.

?Sempre teremos propaganda nos veículos de entretenimento porque que tem dinheiro gasto para fazer uma novela, um filme, ou para colocar uma plataforma que conecta um bilhão de pessoas no planeta. Então é natural que esse pessoal rentabilize isso e caso essa propaganda seja individualizada?, explicou Bráulio Medina.

?O Google Glass naturalmente vai colocar anúncios. Ninguém vai investir milhões e milhões de dólares em um projeto simplesmente para aumentar a realidade do ser humano. A coisa anda muito junta com a receita. É grana, é mercado, só vem o mercado ditando como a inovação vai seguindo e como ela vai tornando a vida das pessoas melhor?, continuou. Neste caso, o problema é como essas propagandas serão veiculadas e se vão prejudicar a atenção dos usuários.

?Como isso será utilizado de forma prática é o que temos de questionar. E mais um fato sobre esse comportamento ciborgue mesmo, principalmente do Google, eu vi algumas discussões. As pessoas dizem, por exemplo, que os óculos poderiam diminuir a atenção, gerando mais acidentes e diversos outros problemas. Eu já vejo ao contrário: acho mais perigoso o sujeito atravessar a rua tuitando, olhando para o smartphone. Já esbarraram em mim várias vezes, porque as pessoas andam de cabeça baixa, usam uma visão periférica e o resto fica focado na tela do dispositivo?, afirmou.

Por fim, Medina apontou que a chegada do óculos do Google pode ser uma coisa boa para a humanidade, melhor que os smartphones e tablets. ?Acho que desumano é você andar de cabeça baixa pela rua mexendo em gadgets. É muito mais humano andar com um óculos com uma super-realidade aumentada e que até lhee lembre: seu amigo passou lá. Tudo bem, não é legal que a cara de todo mundo seja reconhecida, mas adoraria estar andando distraído na rua com os óculos e eles detectarem que um amigo passou por mim e eu não vi.?

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