Google é a origem de 85% do tráfego via smartphones no varejo dos EUA

Sozinho, o motor de busca do Google é responsável por 61% do tráfego online via smartphone nos Estados Unidos, enquanto o Facebook tem participação de 16%. É o que aponta o estudo Mobile Metrics Refresh para o 2º trimestre de 2017, desenvolvido pelo braço de pesquisa da Adobe, o Adobe Digital Insights (ADI). Juntos, Google e Facebook são responsáveis por mais de três quartos do tráfego norte-americano em smartphones.

Se a predominância do buscador em todo mercado chama a atenção, no varejo esse número é ainda maior, respondendo por 85% dos acessos aos sites varejistas norte-americanos, enquanto o Facebook é dominante nos portais de mídia e entretenimento, encaminhando 46% dos acessos.

Links orgânicos vs. patrocinados

O estudo da Adobe aponta também que 77% do tráfego online em smartphones é originado de buscas orgânicas, sendo que, nos portais de notícias esse índice é de 100%. Dos sete nichos de mercado analisados, apenas o varejo possui a maioria do tráfego vindo de links patrocinados. “Os dados refletem que em pesquisas orgânicas os consumidores encontram uma experiência superior a transmitidas via anúncios pagos. Apenas no setor de varejo as companhias estão conseguindo analisar as pegadas digitais e entregar anúncios relevantes que interessem ao consumidor”, destaca Douglas Montalvao, diretor de Soluções e Customer Success da Adobe para a América Latina.

Visitas mobile são maioria em quatro dos sete maiores nichos de mercado

O ADI constatou também que o desktop está perdendo cada vez mais espaço para os dispositivos móveis. Apesar de os PCs ainda serem responsáveis por 51% da navegação na internet nos EUA, atualmente quatro dos sete segmentos de mercado analisados já veem a maioria das visitas aos sites serem feitas por meio de dispositivos móveis (smartphones e tablets). De acordo com o estudo da Adobe, o uso de smartphones cresceu 68% desde 2015 e hoje responde por 41% do tráfego – os outros 8% são de navegação por tablets.

Para o executivo da Adobe, à medida que os smartphones evoluem e agregam funções antes exclusivas dos desktops, essa migração de dispositivo acaba sendo natural. “Conforme as marcas enxergam o potencial dos dispositivos móveis e investem na experiência mobile, os usuários aproveitam melhor a navegabilidade nos smartphones, utilizando-os para realizar serviços antes feitos apenas nos desktops”.

Entretanto, com a evolução da experiência mobile – com tecnologias como o HTML5 e páginas mobile otimizadas (AMP) –, os aplicativos estão perdendo cada vez mais espaço. Desde 2016, o lançamento de novos apps para smartphones caiu 22%, enquanto para tablets caiu 49%. “Os aplicativos precisam, de fato, fazer sentido para a entrega de experiências relevantes. Se o consumidor não enxerga necessidade, ele não irá instalar o app e irá recorrer, conforme a demanda que se apresenta, ao m-site da marca”, observa Montalvao.

Mobile Metrics Refresh for Q2 2017

O estudo tem como base dados anônimos de mais de 150 mil milhões de visitas em 400 sites ou aplicativos de grandes empresas dos sete maiores segmentos de mercado nos Estados Unidos desde janeiro de 2015, que foram captados e analisados por meio do Adobe Analytics. Para acessar a pesquisa completa, clique aqui.

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