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Google conecta Gmail ao Drive para grandes anexos: entenda

O primeiro anexo de e-mail foi enviado pela primeira vez há 20 anos, no dia 11 de março de 1992, pelo então pesquisador da Bellcore Nathaniel Borenstein usando o que se tornaria o protocolo Multipurpose Internet Mail Extension (Mime). Tinha 406 KB ou algo nesta cifra, presumindo-se que o arquivo .wav postado no site do executivo  não tenha sido alterado.

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Desde então, os arquivos ganharam peso. Arquivos gráficos de música e vídeos hoje são rotineiramente medidos em dezenas ou centenas de megabytes, até mesmo gigabytes. Entretanto, os usuários da internet ainda querem enviar arquivos por e-mail. Os provedores de serviço de internet, em um esforço para evitar o supercarregamento de rede, tendem a impor limites em anexos de e-mail. Esses limites variam, mas ficam entre 10 e 25MB, com alguns poucos serviços permitindo arquivos maiores.

Agora, o Google quer ser mais generoso ainda: está oferecendo aos usuários do Gmail uma maneira de enviar arquivos por meio de até 10GB. “Já tentou anexar um arquivo em um e-mail apenas para descobrir que ele era muito grande para ser enviado?”, escreveu o gerente de produto do Google, Phil Sharp, em uma postagem de blog. “Agora, com o Drive (Disco, na versão em português do Gmail; N. da T.), é possível inserir arquivos de até 10GB – 400 vezes maior do que é possível enviar hoje, em um anexo tradicional”.

Entretanto, o Google não está realmente mudando o mecanismo para anexar e-mails. Ele está integrando o Gmail e o Google Drive para que o processo de anexar um arquivo usando o Gmail o salve no espaço de armazenamento Drive do usuário. Então, quando envia-se um arquivo anexado, o usuário está enviando um ponto onde o arquivo reside na nuvem do Google, uma URL. O destinatário da mensagem pode, então, acessar o arquivo usando a URL enviado para baixa-la do Google Drive ou, simplesmente, visualizá-la no navegador.

Para os usuários do Gmail, a distinção entre anexo Mime e anexos em Drive não importa. Só terá importância, por exemplo, se o destinatário da mensagem ficar offline imediatamente após receber o arquivo. Um anexo tradicional, dentro dos parâmetros permitidos de tamanho, é baixado automaticamente e apropriadamente configurado pelo client de e-mail e fica depois disponível sem a necessidade de uma conexão de internet. Um anexo do Drive, já que é apenas um link antes de ser acessado, fica inacessível se o destinatário estiver offline.

Não há nada de novo nessa ação do Google: os serviços de armazenamento em nuvem, como o Dropbox,  lidam com compartilhamento de arquivos de maneira similar. Mas o Google tornou o Gmail mais útil como uma ferramenta de trabalho, já que o e-mail continua sendo o aplicativo preferido de colaboração para muitas pessoas. Ele transformou o Gmail em uma interface alternativa para o Drive. Ao fazer isso, o gigante de pesquisas talvez ganhe uma vantagem competitiva sobre serviços de apenas armazenamento em nuvem – a popularidade do e-mail provavelmente encorajará mais uso do Drive, potencialmente às custas de outros competidores de armazenamento em nuvem.

Tradução: Alba Milena, especial para o IT Web | Revisão: Adriele Marchesini

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