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Globalweb Corp recruta 200 parceiros e quer 50% da receita vinda de canais

A Globalweb Corp, joint venture anunciada nesta quinta-feira (18/08) pela Benner e pelo grupo TBA, tem a meta de agregar 300 canais parceiros em um ano. Além disso, companhia com foco em ofertas integradas de computação em nuvem, pretende ser, ela mesma, um canal de ISVs, em um ambicioso plano de desenvolver aplicativos para todos os setores presentes na economia. A informação foi dada pelo presidente da holding da nova empresa, Severino Benner, antigo presidente da Benner.

>>LEIA TAMBÉM: Benner e TBA criam Globalweb Corp, empresa focada em cloud computing

Isso representa uma adição de 200 revendas em um curto espaço de tempo, visto que, atualmente, são cem cadastros ativos (40 da Benner e o restante da Globalweb, empresa de nuvem do Grupo TBA).  A meta da companhia é faturar 240 milhões de reais neste ano. Atualmente, a Benner tem receita de 86 milhões de reais, ao passo que a Globalweb fica com  90 milhões de reais, o que dá pouco menos de 180 milhões de reais.

No primeiro ano, o objetivo é que os canais representem 10% da receita. Em dois anos, deve chegar a 50%. ?As grandes contas serão atendidas diretamente pela empresa. Pequenos e médios clientes ficarão com os parceiros?, explicou Severino Benner, em entrevista exclusiva ao IT Web e à CRN Online. Segundo o executivo, 20% das vendas da Benner, antes da integração, eram no modelo Saas.

Todos os canais serão preparados para vender nuvem ? um desafio ainda para a grande maioria das companhias brasileiras ? por meio de treinamentos. Já foram investidos 2 milhões de reais na estruturação de unidades de treinamento e em projetos de ensino a distância.  Outros 2 milhões de reais virão no médio/curto prazo, totalizando 4 milhões de reais.

Receita recorrente

E a capacitação é essencial para o próprio crescimento da nova companhia. Não será um trabalho fácil, como o próprio executivo admite. ?Para ser um canal de nuvem, é preciso vender não somente produtos, mas serviços, soluções integradas. Teremos de investir nisso e capacitar nossos parceiros?, disse. ?Queremos canais interessados em receita recorrente, que consigam agregar serviços?, classificou, afirmando, por outro lado, que as revendas brasileiras têm uma tradição de buscar  ganhos imediatos, sem pensar em planejamento de longo prazo.

Apesar da complexidade do tema cloud computing, o executivo garante que a tecnologia facilita todos os processos. ?Vender nuvem é mais simples, porque não tem instalação. Venda por Saas simplifica, porque a instalação é mais fácil. Se vender como antes, é preciso de um profissional para instalar o software?, lembrou. Além disso, isso gera menos dependência de profissionais técnicos, que estão em falta no mercado brasileiro de uma forma geral.

 

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