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Gestão do conhecimento: empresas precisam ser pró-ativas

Gerir informações talvez nunca tenha sido um desafio tão grande para as companhias. Com o crescimento exponencial de dados vindos de diversas fontes, a organização e gestão tornaram-se componentes fundamentais para a competitividade das empresas. Só a IDC afirma que em 2011 o universo digital será dez vezes maior que em 2006. Um banco de dados ou uma ferramenta de ECM (enterprise content management) já não é suficiente. Além de um repositório, é preciso dar vida a essas informações e também filtrá-las, acompanhando seu ciclo de vida, para extrair o máximo de benefício possível. Atle Skjekkeland, vice-presidente da Associação para Gestão da Informação e Imagem (AIIM, da sigla em inglês), tratou desses pontos em entrevista exclusiva ao IT Web.

No mês de setembro, o especialista estará no Brasil para participar de um congresso que abordará a gestão do conhecimento como um todo, trazendo informações essenciais para que as companhias estruturem projetos nesta área. “A maioria não compreende a questão do conhecimento, a relevância da informação e tem soluções interessantes. Há um crescimento exponencial na quantidade de dados e existe ainda um problema de muitos anos que é como encontrar a informação. Além disso, as empresas precisam pensar em quais dados precisam ser geridos.”

Skjekkeland explica que as companhias precisam ter controle daquilo que é e não é relevante na hora de organizar as informações e avisa que este desafio tende a crescer. “Com esse crescimento de dados, fica cada vez mais complexo encontrar as informações e entender os benefícios”, comenta, ao citar como fontes e-mails, redes sociais, pen drives, dentro do escopo de dados não-estruturados.

Durante a conversa, Skjekkeland concordou que o ECM em si não é novidade alguma e não representa inovação em termos de gestão do conhecimento, mas frisou que o sucesso de um projeto depende da estratégia e do uso que se dá à ferramenta. “Se olha apenas como tecnologia, não adianta. É uma combinação de tecnologia, precisa de um plano para o ciclo de vida da informação. Alguns usam SharePoint, outros apostam em outras ferramentas, mas só terá resultados se houver uma estratégia formalizada. É uma combinação de tecnologia, colaboração, gestão de documentos, entre outros.”

O VP da associação fundada em 1943, ao falar da gestão do conhecimento na era da mobilidade e computação social, foi enfático ao dizer: “as companhias precisam ser pró-ativas. Há um foco em computação móvel pelo processamento de informações em iPhones e outros aparelho, as organizações precisam ser pró-ativas, há consumerização da TI e elas têm que acompanhar a evolução, você pode baixar aplicativos por US$ 1 com interface simples e amigável.”

Skjekkeland lembra ainda que, nos últimos 20 anos, o foco era possuir um sistema de gravação e armazenamento e que muito investimento foi alocado neste sentido, mas avisa que, atualmente, o caminho é para convergência. “Os usuários e clientes podem discutir, compartilhar, recomendar e tudo online. A colaboração nas empresas é uma realidade com compartilhamento de conhecimento e, no meio disso, tem inovação. Como usar e tirar conhecimento disso? É preciso gravação, engajamento, colaboração.”

Leia mais:

Gestão do conhecimento ainda é desafio para as empresas

Entrevista: gestão do conhecimento 2.0

 

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