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Gerente de TI da FTD revela os desafios a serem explorados pelas editoras

O crescimento da internet móvel somada à diversidade de opções de dispositivos como os leitores eletrônicos de livros, telefones inteligentes, netbooks e tablets, colocam a mobilidade e a convergência como fator preponderante nas transformações que deverão afetar diretamente os negócios das editoras. Tal fato gera diversas oportunidades que a área de TI deve proporcionar às respectivas empresas.

A evolução tecnológica é um caminho irreversível e os benefícios são muitos, mas é preciso atentar para a questão do conteúdo. Sem dar ao aluno um material lúdico e interativo, as iniciativas podem fracassar. As empresas de conteúdo didático são peças-chave nesta transformação.

As editoras devem incrementar a oferta de produtos e serviços procurando maximizar o ganho de seus conteúdos, começando a experimentar agora e ver o que funciona melhor para os seus negócios, seus autores e a interatividade ideal desejada pelos consumidores.

Em virtude desta transformação, ocasionada diretamente pela chegada de novos dispositivos tecnológicos e do avanço da internet, os profissionais de TI passam a ser importantes agentes nessa relação, tendo como responsabilidade preparar a empresa, antecipando ações, antes mesmo de sair a campo divulgando e persuadindo os executivos das demais áreas de suas empresas.

Daqui por diante, esses profissionais têm a incumbência de conhecer as tendências, formar suas opiniões e serem criativos na adoção e/ou adaptação para os seus respectivos negócios. A despeito de toda a complexidade tecnológica e a velocidade com que as coisas acontecem, este grupo de profissionais de TI terá de ser habilidoso na arte de simplificar as novas soluções, por mais sofisticadas que possam parecer.

Dessa forma, a interação com as demais áreas e departamentos, nos diferentes níveis hierárquicos, torna-se crucial para o sucesso de suas iniciativas. Isso reforça a ideia na qual o departamento de TI, passa a ser um importante elo na viabilização e validação das mudanças na empresa, sendo exigido, não apenas como ouvinte, mas principalmente, como fonte de consulta e agente de integração na relação “Ideia – Ação” nas reuniões de negócio e comerciais, nas estratégias da publicidade e, por que não, nas visitas aos clientes.

Em suma, o profissional de TI passa a ser um agente captador das tendências tecnológicas, co-responsável pelas mudanças e integrador na implantação das novas soluções. Terá que se envolver, ainda mais, nos “negócios” das diferentes áreas, no esforço para identificar as dificuldades existentes. Será forçado a sair de sua sala, mas será ainda mais exigido no que diz respeito ao funcionamento das ferramentas já implantadas. De maneira definitiva a TI poderá ser vista e percebida pela empresa como uma fonte de ideias e soluções inovadoras para o desenvolvimento e transformação dos negócios.

*Márcio Nagy é gerente de TI da Editora FTD e escreveu o artigo especialmente para a edição 225 da InformationWeek Brasil

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