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Gerente de RH da Souza Cruz fala das dificuldades com inglês

Em Londres, Rodrigo Rojas, da Souza Cruz, vive na pele a experiência que ele, como gerente de RH, precisa compreender bem. Carioca de 33 anos, o engenheiro de produção chegou à capital da Inglaterra em março de 2009, para programa de desenvolvimento de executivos em nível global, com duração de dois anos, aproximadamente. Casado e sem filhos, Rojas diz que enfrentou o processo de adaptação como desafio e não como dificuldade. “Os relacionamentos profissionais se deram tranquilamente, até pela cultura de ir e vir estimulada na empresa”, exemplifica.

Uma dica que Rojas oferece a um futuro expatriado é não acreditar que tem fluência no idioma do país enquanto não tiver comprovado in loco. “Eu achava que tinha inglês razoável, ledo engano”, conta o gerente, que recebeu ajuda da Souza Cruz para fazer curso de inglês e para continuar, ele e esposa, com um professor.

Rojas recebeu um aparelho BlackBerry para uso profissional e tem direito a uma viagem anual ao Brasil, ida e volta, com a mulher. O casal mora no centro de Londres. “A empresa disponibiliza uma agência de recolocação que ajuda nisso. Dissemos o que queríamos e, de pronto, já tinha 20 a 30 opções. É pequeno e caro, mas uma casa maior, só em bairros afastados.”

Um alerta que Rojas faz a quem está de mudança para a Inglaterra diz respeito à abertura de conta bancária. “Peça explicitamente cartão de saque e talonário, porque são serviços diferentes. Eu não pedi e tive de esperar 20 dias para poder sacar, mesmo tendo tido o cuidado de abrir a conta antes de me mudar”, lembra. O expatriado também deve se preparar para os gastos com uso de celular do Brasil, porque, enquanto não se tem referências no país, não consegue instalar telefone. 

Decorrido um ano da mudança, Rojas não tem do que se queixar. Junto com a mulher, tem aproveitado para conhecer a Europa. “Não sei o que acontecerá daqui a um ano, mas posso assegurar que a minha mente se abriu de uma forma inimaginável, e as minhas perspectivas se ampliaram. Obviamente, temos suporte para aluguel, carro, celular e outras coisas. Mas minha mulher, por exemplo, teve de pedir demissão de um cargo de executiva de uma multinacional no Brasil, onde tinha bom salário. Então, colocando na balança, o atrativo financeiro não fez diferença, pelo menos, no meu caso.”

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