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Games: desenvolvedor pode ganhar dinheiro nas redes sociais

Você já pensou em desenvolver jogos para redes sociais? Se nunca, você começará a pensar a partir de agora. A indústria brasileira de games online, em 2010, faturou US$ 165 milhões, de acordo com um estudo da consultoria americana SuperData Research. No mundo, a estimativa do Gartner é que o faturamento com jogos sociais chegue  a US$ 3,2 bilhões em 2011 e aumente para US$ 4,5 bilhões em 2012.

Sem dúvidas esta é uma indústria promissora. O professor Fabio Lubacheski, do Senac, afirma que desenvolver games sociais e móveis gratuitos pode ser um bom passo para começar. “O game gratuito serve para você se tornar famoso, pois não tem retorno financeiro. Hoje, as pessoas desenvolvem e colocam seus jogos em redes sociais, como o que acontece no Facebook. Para o usuário começar a jogar é gratuito, só que se ele quiser colocar uma característica especial, comprar alguma coisa que não esteja disponível sem custo, pode comprar um crédito e deixar o jogo personalizado”, explica. “Esse tipo de iniciativa fatura mais do que games para Playstation. Isso porque as pessoas passam muito tempo no Facebook e parte dele é jogando.”

Para quem está começando ou pensando em entrar neste setor ele aconselha a desenvolver para redes sociais e dispositivos móveis – já que o lucro é maior. “O gasto para desenvolver para consoles é tão alto que às vezes se assemelha a custos de uma produção cinematográfica. Agora, fazer jogos para dispositivos móveis é muito mais barato, necessita de menos pessoas e o lucro é maior.”

“O Call of Duty, que é um jogo completamente difícil e caro de fazer faturou US$ 40 milhões, enquanto o Colheita Feliz faturou US$ 35 milhões apenas em 2010”, pontua o professor.

Consoles

No Brasil, a indústria de criação para consoles é muito pequena, de acordo com Lubacheski. “Ela começou no início da década de 90. A pioneira foi a TecToy. Antes disso, basicamente tudo era importado”, afirmou. No resto do mundo, principalmente nos Estados Unidos, esse movimento começou 20 anos antes, a partir da criação do Pong.

Por aqui, ainda não existem muitos desenvolvedores por dois motivos: os gastos altos, já citados anteriormente, e a autorização das fabricantes de hardware. O professor explicou que no caso do Playstation, a Sony precisa liberar a criação de jogos. E no Brasil ainda não existe nenhuma autorizada da companhia.

 

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