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Futuro será baseado na economia da confiança

Entrar em carros com estranhos, dormir na cama de pessoas que nunca conheceu e emprestar dinheiro para quem está do outro lado do mundo. Uma nova e poderosa moeda está emergindo – e ela é baseado na confiança.
Na opinião de Adriana Stan, diretora de relações públicas da Revista W, o que é notável sobre a economia compartilhada é que não é a tecnologia que tornou esse modelo possível, mas as vastas mudanças que ela provocou na sociedade. “A TI trouxe renovado sentido de comunidade, gerou maior colaboração, provocou novo pensamento e valorizou a confiança, culminando em uma necessidade que transcende fronteiras e ainda está repleta de oportunidades.”
Para ela, que escreveu ao site Tech Crunch, a confiança está rapidamente se tornando global e é moeda dos tempos modernos. Confiança, diz, era antes um exercício caro. Os bancos foram construídos a partir de materiais luxuosos em formas arquitetônicas arrojadas, com colunas de mármore resistentes e adornos para fornecer declarações mais poderosas de solidez, tradição e confiabilidade – e projetar um sentido de permanente história.
Pense na indústria de hospitalidade. Historicamente, hotéis encontraram sucesso por meio da padronização – garantindo um nível de conforto e qualidade sob uma marca muitas vezes construída sobre emblemas de segurança, confiança e tradição.
Tudo isso mudou. “Hoje, estamos preparados para colocar nossas vidas nas mãos de pessoas que não sabem nada sobre”, assinala Adriana. Prova disso está no Airbnb. Da mesma forma, prossegue, estamos vendo uma codificação de influência e status, resultado também da confiança. As recomendações que você recebe no LinkedIn e as conexões que você compartilha com um potencial empregador pode determinar se você vai ganhar a oportunidade.
Segundo ela, reputação é agora levada por um novo sistema, que leva noções bastante evasivas de credibilidade. É a “digitalização” das relações e das conexões sociais.
Para Adriana, tudo que gira em torno da nossa influência, como rede sociais, relações de trabalho, merecimento de crédito vão se tornar métricas de confiança. “Nesse novo mundo, o nosso ‘score confiança’ será a única métrica que as pessoas precisam para tomar decisões sobre a forma de fazer negócios, e com quem”, diz.
A questão que fica é:  o que você está fazendo para construir ativamente a confiança com seus clientes? Em um mundo onde sua marca é menos o que você diz e mais experiências coletivas de todos que a usam, você não pode simplesmente confiar em marketing para enfrentar o desafio futuro.

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