Categories: Notícias

Como o supercomputador Watson mudará o futuro da computação

Os últimos 50 anos foram, avaliando o universo da computação, baseado em programação. A próxima geração da tecnologia – cuja vedete é o supercomputador Watson –, para os 20 ou 30 anos seguintes, é baseada em informação. A previsão foi compartilhada por Steve Mills, vice-presidente da empresa e líder do grupo de soluções de software e sistemas da IBM, e Mike Rhodin, vice-presidente sênior do Grupo de Soluções de Software, durante o Information On Demand, evento realizado pela companhia em Las Vegas (Nevada, Estados Unidos).

 

“O Watson é um indicativo da próxima geração de computadores. É uma plataforma baseada no conceito de aprender”, explicou Rhodin. Em fevereiro deste ano, o Watson venceu o Jeopardy, um jogo onde o apresentador dá as respostas e os participantes devem fazer as perguntas mais adequadas a elas. A máquina ganhou dos maiores vencedores da competição.

 

“Essa nova geração de computadores obtém um número enorme de informação, ajusta essa informação e aprende com ela, começando a conectar os pontos por meio da web semântica. Funciona da mesma forma que você: quando você aprende algo novo nesta conversa comigo, lembra o que foi dito no keynote desta manhã, conecta com algo que foi dito na sala de imprensa e gera um resultado”, disse Rhodin ao IT Web.

 

De acordo com o executivo, a segunda característica deste novo momento é engenharia para reconhecimento de linguagem, tanto para responder quanto para interpretar questões. “Muitos softwares podem responder a questões, mas eles não entendem as perguntas, apenas fazem buscas procurando padrões referentes àqueles dados. O Watson interpreta a questão e quebra em possibilidades múltiplas diferentes e responde a todas essas possibilidades, baseada nos dados, dá uma probabilidade científica para aquela questão. E vai mostrar múltiplas respostas com a probabilidade de cada uma delas estar certa”, continuou.

A favor do homem

Essa nova geração pode mudar completamente a forma como encaremos os dados. Rhodin deu o exemplo de uma iniciativa da IBM com um hospital universitário dos Estados Unidos. Na unidade neonatal, computadores recolhem informações sobre o funcionamento dos organismos de bebês prematuros. Os dados são coletados pelo Stream, modelo analítico de busca de padrões de dados.

 

Com posse dessas informações, a tecnologia apresentava, 24 horas de exames clínicos, anomalias na saúde dos bebês. “Imagine a tecnologia do Watson agregado a isso, apresentando aos médicos e enfermeiras probabilidades de quais doença estariam afetando eles?”, comentou. Inteligência artificial, realmente, a favor do homem.

 

A jornalista viajou aos Estados Unidos a convite da IBM

 

 

Recent Posts

SpaceX, Anthropic e OpenAI enfrentam riscos em possíveis IPOs

SpaceX, Anthropic e OpenAI estão no radar de Wall Street para possíveis aberturas de capital…

12 horas ago

Sistemas legados: como tomar decisões para garantir resiliência em setores críticos

por Eduardo Honorato Falar sobre infraestruturas críticas na Era Digital tem sua própria complexidade dentro…

16 horas ago

Sem equipes preparadas, IA não entrega transformação

A adoção de inteligência artificial (IA) nas empresas não depende apenas da disponibilidade de ferramentas.…

18 horas ago

Cohesity obtém patente para aplicar IA diretamente em dados de backup corporativos

A Cohesity anunciou a concessão da Patente Nº 12.619.501 pelo Escritório de Patentes e Marcas…

2 dias ago

Para Diogo Cortiz, maior desafio da IA é a falta de capacidade crítica para questionar suas respostas

Diogo Cortiz, professor da PUC-SP e doutor em Tecnologias da Inteligência e Design Digital, tem…

2 dias ago

Agentes de IA vão dar “superpoderes” a profissionais de TI, diz DJ Sampath, da Cisco

DJ Sampath chegou aos Estados Unidos há 30 anos com oito dólares no bolso e…

2 dias ago