A maior mudança que a atuação conjunta de Oi e Brasil
Telecom deverá trazer – para a Oi Telemar – é uma chance de atuação mais específica
no setor corporativo. De acordo com Julio Püschel, analista do Yankee Group, a
companhia não tem ofertas específicas para o segmento, ao contrário da Brasil
Telecom, que atua em Brasília de maneira bastante próxima do governo.
Outra mudança é que a empresa que se forma a partir da união
de Oi e Brasil Telecom será a maior prestadora de serviços de banda larga do País.
“Isso é importante principalmente quando se pensa que a receita obtida com
serviços de voz tem decrescido”, afirma.
Em grande escala, a nova empresa também ganha
representatividade, porque aumenta o seu poder de barganha durante as
negociações. A estrutura faz com que a empresa fique mais a vontade em um
terreno em que compete com gigantes como Telefônica e Telmex na América Latina.
Na telefonia móvel, o impacto não é tão grande, segundo o
executivo, principalmente porque a Brasil Telecom é relativamente nova no
setor. “Por isso, a fusão pouco deve representar para os consumidores finais”,
diz. A Oi Telemar também passa a ter uma cobertura nacional de telefonia móvel,
o que é ainda mais importante do que em telefonia fixa.
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