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Fraude e roubo de dados estão entre os 10 riscos que preocupam as empresas

A tecnologia desempenha e continuará desempenhando papel fundamental na formação do panorama de riscos globais de pessoas, empresas e governos. Tanto que os ataques cibernéticos e fraude ou roubo maciços de dados estão entre os 10 principais riscos globais – com ciberataques na 5ª posição – que poderão causar impacto negativo significativo em várias indústrias e países na próxima década. A conclusão é do Relatório Global de Riscos 2020, estudo produzido pela Zurich Insurance Group em parceria com a consultoria de risco e corretora Marsh & McLennan, e que foi apresentado na mais recente edição do Fórum Econômico Mundial (WEF).

Também de acordo com o relatório, mais de 50% da população do mundo está conectada virtualmente, aproximadamente 1 milhão de pessoas ficam online pela primeira vez todos os dias e dois terços da população global possui um dispositivo móvel. A pesquisa reflete ainda questões relacionadas às tecnologias 5G, à computação quântica e à Inteligência Artificial, que estão criando oportunidades, mas também novas ameaças.

Enquanto a tecnologia digital traz imensos benefícios econômicos e sociais à grande parte do planeta, questões como o acesso desigual à internet e a falta de uma estrutura de governança global para a tecnologia correm o risco de fragmentar o ciberespaço. Isto pode impedir o crescimento econômico, agravar as rivalidades geopolíticas e ampliar as divisões nas sociedades. Por isso, é importante que os especialistas em segurança estejam cientes dessas ameaças em rápida evolução para garantir uma atualização significativa da governança tecnológica em todos os níveis.

Com o cenário de pandemia do novo coronavírus, o risco de ataques cibernéticos é o que mais preocupa as empresas brasileiras, tanto em nível interno quanto externo. As pessoas estão mais vulneráveis na internet e já ficou comprovado que o número de ciberataques aumentou no período. O mundo corporativo utiliza a internet para oferecer diversos serviços e qualquer interrupção pode resultar em danos à imagem da empresa ou à sua reputação, insatisfação de clientes e parceiros comerciais, além de perdas financeiras, resultando em bilhões de dólares à economia nos mais diversos setores.

O estudo deste ano aponta para uma série de melhores práticas empregadas pelas empresas com maior resiliência cibernética. Também mostra que todas devem considerar, por exemplo, a criação de uma cultura de segurança cibernética organizacional forte, com padrões claros e compartilhados de governança, responsabilidade, recursos e ações. À medida que a tecnologia continua evoluindo e remodelando a maneira como fazemos negócios, o mesmo ocorre com as ameaças cibernéticas. O Relatório Global de Riscos 2020 adverte que, em 2021, os danos por crimes cibernéticos podem chegar a US$ 6 trilhões, mesmo nível da soma do PIB do Reino Unido e Alemanha, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Não por acaso que muitas companhias estão investindo em ferramentas de proteção para estes ataques. Na América Latina, 29% delas têm seguro cyber, enquanto a média global é de 47%. O ataque cibernético tornou-se prioridade na pauta de riscos das empresas e, por conta disso, nota-se mudança positiva em direção à adoção de uma gestão mais rigorosa e abrangente em diferentes áreas. O investimento na cobertura do seguro cyber, por exemplo, está em expansão para enfrentar as ameaças em evolução e a percepção das empresas sobre ela.

*Fernando Saccon é Superintendente de Linhas Financeiras e Seguro Garantia da Zurich no Brasil

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