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Fluência digital minimiza desigualdade de gênero, aponta Accenture

A fluência digital, ou a forma como as pessoas recorrem e utilizam as tecnologias digitais para se tornarem mais informadas, conectadas e produtivas, desempenha um papel determinante na redução da desigualdade de gênero e tem tornado o ambiente de trabalho mais equilibrado, afirma estudo recente da da Accenture.

De acordo com o relatório “Getting To Equal – How Digital is Helping Close the Gender Gap at Work“, as mulheres estão usando melhor as competências digitais na busca por emprego e desenvolvimento profissional. Mas as mulheres ainda estão “um passo atrás” dos homens em termos de fluência digital na maioria dos 31 países analisados. E um dos motivos é o fato dos himens usarem mais a tecnologia no dia a dia.

Em geral, quando ambos os gêneros têm o mesmo nível de proficiência digital, as mulheres são costumam tirar mais partido dessas competências para encontrar um emprego. As mulheres apresentam níveis mais elevados de formação em 16 dos 31 países estudados.

“Se as empresas e os governos contribuírem para duplicar o ritmo ao qual as mulheres se tornam digitalmente fluentes, a igualdade de gênero pode ser  alcançada em 25 anos nos países mais desenvolvidos”, prevê a Accenture. Já nos países em desenvolvimento, a igualdade de gênero no mercado de trabalho pode ser alcançada em 40 anos.

Apesar da fluência digital ajudar as mulheres a progredir nas suas carreiras, o seu impacto ainda não permitiu reduzir as diferenças em cargos executivos ou em relação aos salários. Os homens ainda ganham mais, mesmo considerando cargos iguais.

Esta situação deve mudar à medida que as mulheres da geração “millennial”, nascidas entre o início dos anos 80 e o ano 2000, atinjam cargos de gestão, sustenta o estudo. O trabalho mostra que 49% de todas as profissionais e 56% das mulheres da geração “millennial” aspiram posições de chefia.

A fluência digital também está criando oportunidades para as mulheres empresárias. Isto é particularmente verdadeiro nos mercados emergentes, onde 61% das mulheres entrevistadas dizem que desejam iniciar um novo negócio no próximos cinco anos.

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