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Fitas magnéticas garantem seu mercado em meio à explosão dos dados

Por conta do crescimento do uso de dispositivos móveis, computação em nuvem e mídias digitais de alta performance, o mundo continua produzindo dados em quantidade e velocidade exponenciais. Nesse contexto, pode parecer anacrônico falar de mídias magnéticas, como os cartuchos de fitas de dados, mas não se engane, elas são a principal escolha quando se trata de guardar os zetabytes de informação que são produzidos nas empresas do mundo todo.

“A lista de nossos clientes inclui todas as empresas da lista das 500 Maiores da revista Fortune e em 2016 vamos comercializar 11 milhões de quilômetros em fitas o que equivale a 14 viagens de ida e volta da Terra à Lua”, diz o presidente da FUJIFILM Recording Media USA, Peter Faulhaber.

O executivo veio ao Brasil esta semana para o lançamento do novo cartucho da FUJIFILM, o LTO Ultrium 7. O cartucho, que usa tecnologia LTO (Linear Tape Open), armazena 6 TB de dados no modo nativo e pode ampliar em 2,5 vezes sua capacidade de armazenamento no modo comprimido, comportando 15 TB de dados. Essa é a maior capacidade de compressão já disponível entre as seis gerações da tecnologia, segundo o consórcio LTO. 

O LTO Ultrium 7 trabalha com taxas de transferência de 300/750 MB por segundo, modo de gravação WORM (Write Once, Read Many) e funcionalidade de dupla partição pelo sistema LTFS para facilitar a gestão dos arquivos. O cartucho utiliza um formato de fita aberto, escalonável e adaptável (apoiado pelas empresas Hewlett Packard Enterprise, IBM e Quantum) e mantém a compatibilidade de formato e de leitura/gravação com as gerações anteriores. 

Alta densidade

A fita é recoberta por uma camada de película magnética que usa partículas de Barium Ferite quimicamente estáveis da Fujifilm e uma tecnologia de nanopartículas chamada de Nanocubic que permite ter muito mais densidade que as partículas de ferro convencionais. “Em um tape de 1,2 centímetros podemos ter 5.160 trilhas. Para ter uma ideia, em um fio de cabelo humano cabem 47 trilhas “, diz Faulhaber.

Segundo a FUJIFILM, o Barium Ferrite apresenta uma vida mais longa para o arquivo por ser um material resistente à temperatura, corrosão e oxidação. O cartucho oferece menos impacto no meio ambiente, por não conter os retardantes de chama bromados (Brominated Flame Retardant, BFR) em suas partes mecânicas, e é considerado na indústria de armazenamento de dados como o produto que menos consome energia, comparado a outras opções de armazenamento.

“Os cartuchos apresentam um TCO (Total Cost Ownership) equivalente a 1/6 do dos HDD (discos rígidos) medido em um período de 10 anos, segundo estudo do Clipper Group”, diz o executivo. O custo do armazenamento com o uso das fitas é considerado pelos analistas do mercado como mais baixo entre todas as mídias – com a evolução atual da tecnologia, é calculado em 1 centavo de dólar (38 centavos de real) por gigabyte.

Futuro prolífico

Os primeiros cartuchos com tecnologia LTO 7 foram lançados em 2015 e devem acelerar em volume até 2017. O investimento na tecnologia continua a ser feito pela indústria e o consórcio LTO tem um roadmap traçado que vai até a geração 10, com capacidade nativa de 50 TB (e comprimida de 120 TB) mantendo o mesmo tamanho do cartucho atual.

Mas os esforços conjuntos da IBM e FUJIFILM mostram que a vida dessa tecnologia pode ser ainda mais prolífica. Em 2015, as duas empresas demonstraram que é possível atingir densidade de 220 TB, nativa, usando o mesmo padrão de cartucho de fita. Mas para os mais afoitos, Faulhaber avisa que entre a demonstração de laboratório e a chegada ao mercado em modo comercial há pelo menos um prazo de sete anos.

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