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Firefox OS: 5 fatos sobre o sistema operacional baseado em HTML5

A Mozilla anunciou nesta semana o Firefox OS, nome dado ao projeto Boot to Gecko, que é focado na criação de um sistema operacional móvel completamente baseado em HTML5 para quebrar as amarras que hoje são vistas em plataformas proprietárias, como Android e iOS. A ideia principal é democratizar o uso de aplicativos.

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Na mesma semana, fabricantes de dispositivos TCL Communication Technology (sob a marca Alcatel One Touch) e ZTE anunciaram no mesmo dia sua intenção de fabricar os primeiros aparelhos com o novo SO Firefox, usando processadores Snapdragon, da Qualcomm Incorporated.

O mais impressionante de tudo isso é que o pontapé da oferta se dará no Brasil: um país acostumado a receber, com certa defasagem, os lançamentos que ocorrem no exterior. A previsão é entregar a novidade no começo de 2013. Em abril deste ano, o CEO da Mozilla Corporation, Gary Kovacs, esteve no Brasil para explicar o projeto e a parceria com a Telefônica.

“Onde você quer viver sua vida online? No Google? Na Microsoft? Na Apple? Uma só companhia, não importa o quão boa seja, não pode satisfazer as necessidades de bilhões de pessoas no mundo”, dissera o executivo, comparando o futuro lançamento, marcado para o fim deste ano e início de 2013. “É por isso que a web existe para conectar todo mundo. Acreditamos que a web, e não um sistema proprietário como o iOS, o Android ou o Windows Phone, é a melhor plataforma”.

De acordo com o executivo, não há  forma consistente de criar aplicações multiplataformas, porque as lojas virtuais da Apple, Android e Windows Phone não se conversam. Isso gera retrabalho ao desenvolvedor que quer ter seu app em todas elas. “Isso não é internet aberta para nós. Tudo isso contribui  para algo fundamental: limita a inovação. Hoje parece que temos muita inovação em aplicativos porque começamos do zero. Dez anos atrás, a inovação da internet era muito devagar. AOL tinha 17 milhões de usuários, quando o ambiente foi aberto para padrões open source, saltou para cem milhões. O mesmo vai acontecer com mobile”, complementou.

Retomo, agora, as principais informações detalhadas pelo executivo sobre o sistema operacional, que, obviamente, funcionará em modo offline.

 

  1. Mudar a interação do usuário com smartphone, tablet e PC: se o sistema operacional é completamente baseado em HTML5, não faz diferença se você roda as aplicações em um PC, tablet e smartphone. A proposta é que a web seja o padrão, e não sistemas operacionais engessados e que não conversam entre si. Isso facilitaria o processo de convergência e a necessidade de integração demandada pelos consumidores.
  2. Menos processamento: a proposta de se valer do HTML5 como padrão open surce de plataforma móvel – permitindo ao usuário customizar seu sistema, a partir dos códigos que estarão abertos – é consumir menos processamento dos aparelhos de telefonia. Desta forma, um smartphone, que hoje precisa ser extremamente parrudo para conseguir executar aplicativos e sistema operacional, poderia ser mais espartano e obter as mesmas funcionalidades.
  3. Crescimento dos featurephones: Como resultado, o acesso à web será mais democratizado, em especial em países como o Brasil, que tem uma parcela da população que não consegue comprar os dispositivos pela simples combinação falta de dinheiro e altos preços. Os featurephones, portanto, seriam porta de entrada para a web nessa população.
  4. Desenvolvedores mais felizes: um ambiente web permitirá que os 2,5 milhões de desenvolvedores web entreguem seus aplicativos independentemente da plataforma em qualquer ligar do mundo. Uma vez feitas em HTML5, as aplicações rodam em qualquer browser. “A web existe hoje para conectar a todos. Se o aplicativo for criado em HTML5, vai rodar lindamente no Boot To Gecko. Se for em Android, vai rodar no browser”, dissera.  Peguemos o exemplo da Research In Motion, que depois de anos fechando sua App World, decidiu abri-la para que desenvolvedores Android empacotassem seus aplicativos de forma simples e facilitada na plataforma. A ótica do Firefox OS, o programador, com menos esforço, teria mais chance de ganhar dinheiro, já que seu app estaria disponível em diferentes lojas.
  5. Privacidade: o sistema terá um painel de privacidade para determinar quais dados o usuário libera para serem apresentados. De qualquer forma, Kovacs foi taxativo: “o único browser hoje que não registra seu comportamento, o que você  faz, onde navega. Isso porque não queremos fazer dinheiro vendendo você, estamos permitindo que a internet seja aberta, e estamos construindo as mesmas políticas e implementações no Boot To Gecko”.

O que você acha? Deixe sua opinião!

 

Saiba mais:

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