Um novo sistema que permite ao FBI, nos Estados Unidos, compartilhar automaticamente informações com organizações e parceiros locais, estaduais e regionais de justiça criminal já está totalmente em operação.
A Raytheon, companhia selecionada para desenvolver o sistema, afirmou que completou a última fase do projeto National Data Exchange (NDEx), que permite à agência passar informações sobre casos relacionados à justiça criminais, automaticamente, para mais de 200 mil investigadores em mais de 18 mil organizações locais, estaduais e regionais. O sistema também permite análises para identificar tendências de crime e padrões que possam auxiliar nas táticas de prevenção ao crime, informou o FBI.
A conclusão do NDEx sofreu um pouco de atraso, já que o plano original apontava seu término para o ano passado, de acordo com informações do site do FBI. Mas, agora, parceiros autorizados do FBI podem usar o sistema para fazer buscas nacionais por informações como relatórios de incidentes e antecedentes criminais; receber notificações de investigações similares e suspeitas; e identificação de hotspots de atividade criminal, entre outras capacidades.
O sistema utiliza tecnologia baseada em alguns padrões e serviços web para conectar múltiplos sistemas e usuários que, rapidamente, podem pesquisar e visualizar dados do FBI sobre incidentes e casos de investigação. O FBI contratou a Raytheon para desenvolver o sistema em 2007.
Na última fase de criação, a fabricante acrescentou os serviços web que permite aos usuários, entre outras coisas, o recebimento de alertas informativos sobre pessoas de interesse quando novos dados são inseridos na plataforma.
A Divisão de Serviço de Informações da Justiça Criminal do FBI está à frente da gestão do NDEx. Agora que o sistema está disponível para todos os usuários autorizados, a agência espera atender cerca de seis milhões de pedidos por dia.
O FBI tem evoluído a forma como compartilha informações e dados com diversas organizações criminais que necessitam acesso rápido a esse conteúdo ? tarefa que historicamente tem sido bastante difícil. No início deste ano, a agência lançou um novo sistema de identificação biométrica com o objetivo de criar um processo mais efetivo e acurado de identificação das impressões digitais.
Desenvolvida pela Lockheed Martin, o Next Generation Identification System permite ao FBI trocar impressões digitais com mais de 18 mil agências e outros parceiros autorizados. A solução também oferece impressão digital automatizada e capacidades de busca latentes, assim como armazenamento eletrônico de imagem.
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