O Brasil está muito aquém da Argentina e do México no que diz respeito à oferta, ao custo e à qualidade de banda larga. No país vizinho, onde o preço da banda larga é cerca de 40% menor que o praticado no Brasil, o número de assinantes dobrou tanto em 2004 quanto no ano passado. Além disto, 95% da banda larga oferecida aqui está abaixo de 1 Mbps, ou seja, é considerada “pobre” ou “curta” se comparada com o serviço de outros países. O cenário é apontado por Luis Cuza, presidente-executivo da TelComp – Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas. Para reverter este quadro, o executivo levanta a bandeira do aumento da concorrência. “Faltam no Brasil políticas públicas que fomentem a concorrência e desfavoreçam o controle de mercado. Enquanto aqui os impostos sobre serviços de telecom chegam a 42%, a Argentina estão entre 21% e 22% e, nos Estados Unidos, 3%”, ressalta.O executivo explica que existem três razões principais pelas quais são baixos os investimentos na área de telecom: agência regulatória fraca (a Anatel perdeu poder); tributos muito altos e focados em recolher mais dinheiro, ao invés de fomentar crescimento tecnológico; e falta de posicionamento do executivo e legislativo para trazer novos investimentos.
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